domingo, 30 de setembro de 2018

Políticas Públicas e Gestão Escolar - Alguns Conceitos

Conceitos levantados a partir da leitura em:

HÖFLING, Eloisa de Mattos. Estado e Políticas (Públicas) Sociais. Cadernos Cedes, ano XXI, nº 55, novembro/2001.


Estado
“E possível se considerar Estado como o conjunto de instituições permanentes – como órgãos legislativos, tribunais, exército e outras que não formam um bloco monolítico necessariamente – que possibilitam a ação do governo.” (p. 31)

Governo

“Conjunto de programas e projetos que parte da sociedade (políticos, técnicos, organismos da sociedade civil e outros) propõe para a sociedade como um todo, configurando-se a orientação política de um determinado governo que assume e desempenha as funções de Estado por um determinado período.” (p. 31)

Políticas Públicas
“Políticas públicas são aqui entendidas como o “Estado em ação” (Gobert, Muller, 1987); é o Estado implantando um projeto de governo, através de programas, de ações voltadas para setores específicos da sociedade.” (p. 31)

“As políticas públicas são aqui compreendidas como as de responsabilidade do Estado – quanto à implementação e manutenção a partir de um processo de tomada de decisões que envolve órgãos públicos e diferentes organismos e agentes da sociedade relacionados à política implementada.” (p. 31)

Políticas Sociais

“E políticas sociais se referem a ações que determinam o padrão de proteção social implementado pelo Estado, voltadas, em princípio, para a redistribuição dos benefícios sociais visando a diminuição das desigualdades estruturais produzidas pelo desenvolvimento socioeconômico. As políticas sociais têm suas raízes nos movimentos populares do século XIX, voltadas aos conflitos surgidos entre capital e trabalho, no desenvolvimento das primeiras revoluções industriais.” (p. 31)

Estado em ação

Ver Políticas Públicas

Educação

“Entendo educação como uma política pública social, uma política pública de corte social, de responsabilidade do Estado – mas não pensada somente por seus organismos.” (p. 31)




Modernidade Líquida em Imagens


























sábado, 29 de setembro de 2018

Bauman: Modernidade Líquida e Trabalho - Fichamento

Quero compartilhar o fichamento analítico feito a partir da leitura em

BAUMAN, Zygmunt. Cap. 04 - Trabalho em: Modernidade Líquida [1925]. Trad. Plínio Dentzien. Jorge Zahar Ed. Rio de Janeiro, 2001.

Para acessar o fichamento CLIQUE AQUI





Morin: Ensinar a Condição Humana - Fichamento

Quero compartilhar um fichamento analítico feito a partir da leitura em:

MORIN, Edgar. Cap. 03 – Ensinar a Condição Humana, em: Sede Saberes Necessários à Educação [1921]. Trad. Catarina Eleonora F. da Silva e Jeane Sawaya. 2ª ed. Brasília: Unesco, 2000.

Para acessar o fichamento CLIQUE AQUI





Paradigmas da Humanidade na Educação


Este texto é produzido a partir do esforço de enxergar a influência dos paradigmas estudados durante o Componente Curricular “Complexidade e Humanidades” no contexto escolar atual. As heranças e os desdobramentos do Darwinismo Social, Positivismo, Marxismo, Modernidade Líquida e a Teoria da Complexidade fomentam a discussão sobre o percurso histórico e o panorama atual da escola no século XXI.

A escola não é uma instituição isolada, e como instituição social agrega no seu cotidiano as crenças, os valores, as “verdades”, ideologias, que permeiam e constroem a sociedade que a cerca. Logo, paradigmas adotados ao longo do tempo no desenvolvimento das sociedades humanas se refletem nas mais diversas instituições sociais, portanto a escola não está isenta deste processo.

A relação da educação, como a conhecemos atualmente, com o paradigma do Darwinismo Social estabelecido a partir do pensamento do filósofo inglês Herbert Spencer entre os séculos XIX e XX, está na sua capacidade de reproduzir a segregação não só racial ou social, mas das capacidades ditas como adequadas para o progresso ou a falta dele na vida escolar. A ideia mantida é sempre a de segregação, quando se determina que os intelectualmente capazes precisam, antes disso, serem socialmente capazes. Para uma reflexão mais prática basta se perguntar como estão distribuídos os pobres, os negros e os marginalizados, no nosso sistema de ensino.

As relações entre classes, podem ser observadas com um maior cuidado a partir do paradigma do Marxismo. Para o marxismo, a escola como se estabelece, não é socialmente justa, e para que ela seja, torna-se necessário um levante das classes “oprimidas” contra as classes ditas “opressoras”. A luta de classes, no Marxismo, explica muito da vida em sociedade.

O marxismo se opõe ao caráter nocivo do sistema capitalista, toda a sua teia ideológica e desumanizada que constitui em uma seara de opressão e alienação do homem com o homem, permite que se trabalhados em sala de aula de maneira a ampliar o olhar do educando e pavimentar a construção de uma sociedade crítica e reflexiva que poderá quem sabe transformar o futuro.

Partindo do princípio do positivismo de Augusto Comte, onde a ciência é apresentada como fator primordial para o sucesso colocando o conhecimento científico no pedestal contrapondo as humanidades, visualizamos diversos aspectos desse pensamento positivista, que podem ser nocivos ao contexto escolar.

A principal herança do positivismo no sistema educacional é a forte doutrinação, que inibe e retira os sujeitos do processo efetivo de construção do conhecimento que exige autonomia e protagonismo.

Outro paradigma estudando foi o da Liquidez, abordado por Zygmunt Bauman e que está diretamente atrelado à vida em sociedade na era da modernidade. Bauman, desconstrói o paradigma da pós-modernidade e o substitui pelo paradigma da Modernidade Líquida. Para Bauman, a pós-modernidade não dá conta de explicar a vida humana como ela é, no meio do caos que a atualidade nos traz.

A Modernidade Líquida fala do nosso cotidiano e que como nós nos comportamos nele. A Modernidade Líquida adentra os pátios de nossas escolas, as salas de aula, as relações interpessoais, os modelos de gestão... ela leciona sobre o incerto, o veloz e o efêmero. Assim nenhum valor estabelecido permanece sólido e as relações são passageiras e suas ligamentos/desligamentos são abruptos. Sofre-se pela felicidade que não se tem, pelo medo, pelo que não mais permanece. Todos agora condicionam-se à cultura do curto-prazo, nos resultados imediatos, da velocidade dos processos, e a escola encontra-se também nesse caminho.

Edgar Morin, completa essa discussão ao apresentar a complexidade da vida e da condição humana. Somos seres complexos, sábios e ao mesmo tempo dementes, e nos situamos sobre este paradoxo. O caos apresentado por Bauman na Modernidade Líquida e por Morin na complexidade humana, está longe de ser compreendido no modelo que educação que temos. Neste sentido, Morin defende que a escola precisa mudar a partir de “Sete Saberes Necessários”, compreender a condição humana no mundo de complexidades nos garante os recursos necessários para a resolução de problemas

Morin, conclui dizendo que a as respostas encontram-se na educação, só formando cidadãos capazes de fazer a devida leitura do mundo, do outro e de si, compreendendo a relação entre o local e o universal, é capaz de viver harmoniosamente consigo, com o outro e com o mundo onde habita.

Viver no mundo, sem buscar compreendê-lo, sem ter consciência do seu papel na sociedade, sem a convicção da consequência de suas ações, sem provocar a mudança, sem analisar criticamente a informação dada, sem se reconhecer em constante evolução e desenvolvimento, não é possível.