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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

CAMPOS (2019): Práticas Pedagógicas no Contexto das Metodologias Ativas para o Combate à Violência na Escola - ARTIGO

Resumo

O presente trabalho aborda a experiência teórica e prática do discente no Componente Curricular “Violência e Subjetividade”, além de tecer análises sobre o espaço escolar, apontando alternativas didático-pedagógicas no contexto das metodologias ativas para o combate à violência. O repertório teórico adquirido ao longo da Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais, se configura aporte válido para as reflexões realizadas na tentativa de se perceber o papel do professor, o protagonismo estudantil e a importância das ações didático-pedagógicas no combate à violência em suas diversas faces.

Palavras-Chave: Metodologias Ativas, Violência na Escola, Protagonismo Estudantil.


1. Introdução

Para que se compreenda os tipos de violência e como eles se desdobram no contexto escolar, torna-se necessário adotar um conceito de violência que atenda às diversas tramas sociais, a complexidade da relação entre Estado e Sociedade, e como esta violência interfere na construção das subjetividades dos indivíduos. (Para acessar o texto completo, entre em contato com o autor do blog)






Violência, Subjetividade e Pessoas com Deficiência no Contexto Escolar


Os processos e as situações de violência embutidos no cotidiano escolar não são poucos. De forma física, simbólica ou psicológica eles invadem as subjetividades dos sujeitos: alunos, professores, famílias, funcionários... todos os atores da comunidade escolar, abrindo profundas feridas na formação da nossa sociedade, principalmente dos violentados, os excluídos, os marginalizados, os que são privados de sua própria história, impedidos de viverem plenamente como seres humanos sonhadores, autônomos, livres.

Dayrell vai dizer que a escola é um espaço de interações sociais e como tal, não está livre de todos os acometimentos políticos, culturais, econômicos e sociais fora dela. Ela espelha aquilo que, de fato, a sociedade vivencia, as injustiças, as violências, os preconceitos, mas também pode ser o espaço onde, segundo Axel Honnet, “o reconhecimento dessas injustiças e os conflitos para a construção de uma sociedade mais justa”, deve acontecer.

Esses processos de violência, parecem afetar mais profundamente aqueles que são diferentes, os que não se enquadram, de alguma forma, dentro do perfil desejado pela educação dos padrões, da cultura hegemônica, dos costumes adotados, do currículo, do tempo, das relações de aprendizagem estabelecidas.

Candau defende que a cultura escolar dominante em nossas instituições educativas, prioriza o comum, o uniforme, o homogêneo, considerados como elementos constitutivos do universal. Nessa ótica, as diferenças são ignoradas. Esses sujeitos, diferentes, se tornam invisíveis enquanto a educação acontece. É o que Bourdieu e Passeron chamam de “Indiferença à diferença”. E quando são notados, são encarados como um problema a se evitar, ou a se resolver.

Olhando para os nossos estudantes, Moreira nos questiona: Como lidar com alunos tão distantes da visão idealizada de estudante que escola sempre cultuou? Como lidar com alunos portadores de necessidades espaciais, com dificuldades de aprendizagem, com condutas inesperadas? Como entendê-los melhor?

E continuamos a nos questionar: Como pensar o amor, o direito à diferença e a solidariedade para a construção de uma sociedade mais justa? Como pensar a formação do professor, a acessibilidade e a cultura que prevalece dentro das escolas, os valores construídos, os hábitos adotados, os processos de desenvolvimento tão engessados? Como rodar essas chaves? Abrir novas portas para que as violências sejam minimizadas na vida prática e na subjetividade dos sujeitos?
 


REFERÊNCIAS

BOURDIEU, P.; PASSERON, J. C. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

CANDAU, Vera Maria. Diferenças culturais, cotidiano escolar e práticas pedagógicas. Currículo sem Fronteiras, v. 11, n. 2, p. 240-255, jul/dez, 2011.

DAYRELL, Juarez T. A Escola Como Espaço Sociocultural, Educação em Revista. B.H.(15):21-29. Jun 2000.

MOREIRA, Antônio Flávio. Identidades, saberes e práticas. Educação e filosofia, Uberlândia, v. 20, n. 40, p. 137-157, jul./dez. 2006.



CAMPOS e SAMPAIO (2019): Gênero, Sexualidade e as Multiplas Faces da Violência no Espaço Escolar - ARTIGO


Resumo

O presente trabalho registra algumas reflexões práticas e teóricas construídas no percurso do Componente Curricular “Violência e Subjetividade”, enquanto traz como pauta principal as diversas faces da violência relacionadas às identidades de gênero e sexuais dentro do espaço escolar. Para tanto, são consideradas aqui, contribuições teóricas de estudiosos e intelectuais contemplados durante o curso, além de leituras realizadas em outros componentes curriculares como “Educação, Gênero e Diversidade Sexual” para tratar primordialmente da homofobia como violência recorrente nas instituições escolares.

Palavras-Chave:
Violência, Educação, Gênero, Diversidade Sexual.


1. Introdução


Estabelecer conexões com o que se entende sobre violência e as identidades de gênero e sexuais dentro do contexto escolar, é o que se pretende, tendo em vista o processo formativo da discente no Componente Curricular “Violência e Subjetividade”.

Dentro dessa proposta, apanham-se conceituações exploradas durante o curso trazidas à reflexão junto com a obra “Gênero, Sexualidade e Educação” de Guacira Lopes Louro, publicada na década de 90, que se mantém como importante aporte teórico às discussões sobre educação e diversidade sexual pelo seu teor crítico e sua contribuição social e política. (para acessar o texto completo, entre em contato com o autor do blog)

Violência e Subjetividade

Componente Curricular: Violência e Subjetividade
Docente: Fabiana de Souza Costa (Lattes)

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Ementa:
Identificação de diferentes matrizes teóricas e empíricas que refletem sobre o estabelecimento da relação entre violência e subjetividade: filosófica, neuropsicologia, sociologia, psicanálise, antropologia. Poder, dominação e contextos de manifestação da violência: simbólica, de gênero, escolar, policial, rural, urbana. Da lógica linear à lógica não linear na interpretação das variáveis intervenientes na dinâmica da violência e sua pluricausalidade. Relação entre formas de organização social, cultura e comportamento violento. Relação entre desordens psicológicas e comportamento violento. Hipóteses sobre a relação entre o desenvolvimento psicossocial do indivíduo e o comportamento violento.

Objetivos Gerais:

Bibliografia Básica:


ARENDT, Hannah. Sobre a violência. Tradução de André Duarte. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1994.

BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. Tradução Daniela Kern; Guilherme J. F. Teixeira. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Zouk, 2008.

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 5. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002a.

Bibliografia Complementar:


ADORNO, Sérgio. A violência na sociedade brasileira: um painel inconcluso em uma democracia não consolidada. Sociedade e Estado, Brasília, v. 10, n. 2, p.299-342, jul./dez. 1995.

CHARLOT, Bernard. A violência na escola: como os sociólogos franceses abordam essa questão. Sociologias, Porto Alegre, ano 4, n. 8, p. 432-443, 2002.

FOUCAULT, Michael. Microfísica do poder. 13. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1998.

FOUCAULT, Michael. Vigiar e punir. História da violência nas prisões. São Paulo: Vozes, 2001.

MICHAUD, Y. A violência. Tradução L. Garcia. São Paulo: Ática, 1989.

MUCHEMBLED, Robert. História da violência: do fim da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.