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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Aula de Campo na Escola Dendê da Serra



Visitamos, neste 3º quadrimestre de 2018 pelo Laboratório Interdisciplinar e Intercultural: Ambientes e Cenários para Práticas Pedagógicas - Temas Transversais e Contemporâneos, a Escola Rural Dendê da Serra, que se destaca pela sua pedagogia, chamada Pedagogia Waldorf.

A escola é privada, contudo 85% dos seus alunos são bolsistas e se dedica às potencialidades individuais trabalhadas em conjunto com professores, tutores e alunos. Durante todo o ensino fundamental os alunos são acompanhados por um único professor, o professor de classe, que coordena a turma com acompanhamentos pedagógicos diversos que vão complementando os conteúdos, sempre vinculando-os a um núcleo comum.

A base da metodologia é a ARTE, utilizada como mediadora em todos os conteúdos, instrumento para a sensibilidade e aprimoramento das habilidades para resolução de conflitos numa sociedade complexa e que exige a todo momento criatividade e inovação.

Deixo abaixo, um vídeo institucional para que você conheça um pouco dessa escola que está na lista das escola inovadoras do MEC e está também entre as 10 escolas transformadoras em nosso país.


domingo, 28 de outubro de 2018

Silva (2005): Onde a Crítica Começa

SILVA, Tomaz Tadeu da. Onde a Crítica Começa: Ideologia, Reprodução, Resistência [p. 29-36] em Documentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2005

Silva (2005), aborda já no início do texto, o panorama social mundial na década de 60, que foi marcado por amplas transformações. Um novo caráter das emergências sociais foi verificado em diversos países e a influência da educação como um instrumento de combate às desigualdades sociais passou a configurar um espaço aquecido e promissor de reflexões, análises e intervenções em vários locais e ao mesmo tempo.

As teorias tradicionais chocam-se com as teorias críticas e o currículo educacional recebe direta influência desse conflito. Em ordem cronológica, entre 1970 e 1979, Silva apresenta marcos fundamentais que abordam tanto a visão crítica da educação, quanto do próprio currículo, começando por Paulo Freire, com a Pedagogia do Oprimido.

A partir disso, Silva se volta para a obra de Louis Althusser, “A Ideologia e os Aparelhos Ideológicos do Estado” abordada como capaz de estabelecer uma conexão entre educação e ideologia, numa visão marxista, que aponta como manutenção da sociedade capitalista a partir da reprodução da força de trabalho e dos meios de produção, além dos mecanismos dos aparelhos repressivos e ideológicos do Estado.

A ideologia, na primeira parte da obra de Althusser, é constituída por crenças que nos levam a aceitar as estruturas sociais (capitalistas) existente como boas e desejáveis. Na segunda parte ela se utiliza dos aparelhos ideológicos, e a escola é o aparelho primordialmente abordado.

A escola como aparelho ideológico, transmite a ideologia a através do seu currículo, que doutrina e segrega. Os elos que são estabelecidos entre a escola e a economia, a escola e a produção, se apropriam da visão de Karl Marx sobre a sociedade capitalista. Conclui-se que a escola contribui para a reprodução da sociedade capitalista.

Enquanto Authusser aponta para conteúdo das disciplinas na escola enquanto aparelho ideológico, Bowles e Gintis explicam a relação entre escola e produção pelo conceito de correspondência, numa aprendizagem que se dá pelas relações sociais. O ideal é que o estudante de desenvolva e se aprimore subordinado numa adequação à classe dominada das relações de trabalho. As relações sociais da educação são as relações de trabalho. Além da contribuição de Karl Marx à escola capitalista, utiliza-se também as contribuições de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron que defendem que a cultura funciona como uma economia.

O processo de reprodução social está centrado no processo de reprodução cultural. E a cultura torna-se capital cultura à medida em que ganhar valor socialmente. A teoria sobre o símbolo de Bourdieu pertence a um mecanismo que garante que a cultura dominante seja “a cultura” por intermédio que os dois teóricos (Boudieu e Passeron) chamam de dupla violência (imposição e ocultação da imposição). Os dois teóricos trazem o conceito de Pedagogia Racional que defende que a educação possibilite as crianças das classes dominadas o aprendizado na escola a partir de suas realidades e não apenas da realidade das crianças das classes (e cultura) dominante.

A ideia do texto de Silva, desde Althusser até Bourdieu e Passeron é a análise da educação a partir da teoria educacional crítica que surge fortemente a partir dos anos 60, primordialmente nos anos 70 e 80.

Silva (2005): Teorias do Currículo: O que é isso?

SILVA, Tomaz Tadeu da. Teorias do Currículo: O que é isso? [p. 11-17] em Documentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2005

O autor neste capítulo, inicia a discussão a partir de alguns questionamentos sobre o desenho da educação e quais influências a educação atual recebeu ao longo dos anos para que se pudesse definir hoje teorias educacionais, no caso deste capítulo, a teoria do currículo. Após isso discute os conceitos de teoria e de currículo.

O currículo, por sua vez começa a ser analisado a partir da influência da administração científica na educação norte americana, Bobbitt em The Curriculum (1918), concentra essas ideias e o desenho da educação ganha respaldo a partir da racionalização de resultados, rigorosamente especificados e medidos.

Durante a Revolução Industrial (a partir do sec. XVIII), Taylor influencia fortemente a produção em grande escala com o estudo dos tempos e movimentos para racionalização do trabalho e embute no processo produtivo a especialização do trabalho amplamente reproduzida nos modelos educacionais.

A consolidação do capitalismo na modernidade a partir da revolução industrial trouxe grandes mudanças não apenas na economia, mas na educação, política e nas questões sociais. Silva defende que o efeito final, se torna um processo industrial e administrativo.

Silva ainda evidencia que existe uma questão de subjetividade ou identidade nas teorias do currículo, e que nas discussões cotidianas sobre currículo, nos esquecemos que de ele está entrelaçado na nossa realidade, naquele que somos e naquilo que nos tornamos.

O currículo se constitui elo direto com as transformações que acontecem na sociedade. As teorias que desenham os currículos, ou seja, os caminhos pelos quais a educação deve se guiar, podem ser organizadas a partir de três categorias: a) Teorias Tradicionais: focam no ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia, eficiência, etc. numa perspectiva técnica. b) Teorias Críticas: Ideologia, Reprodução cultura e social, poder, classe social, capitalismo, etc. c) Teoria Pós-Crítica: Identidade, alteridade, diferença, subjetividade, significação e discurso, saber-poder, representação, cultura, gênero, etc.

sábado, 27 de outubro de 2018

Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas Transversais


A imagem traz os temas transversais de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998). Os temas são: Ética; Saúde; Meio Ambiente; Orientação Sexual; Pluralidade Cultura; Trabalho e Consumo.


Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, Brasil (1998), para o terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental ao abordar os chamados “Temas Transversais”, os associa com os objetivos do Ensino Fundamental, enfatizando que “o papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais no despertar no novo milênio.” Isso porque as transformações sociais, econômicas e políticas da modernidade demandam das instituições um conjunto de ações cada vez mais dinâmicas para o entendimento e atendimento a essas transformações.

Para a educação brasileira, formular um documento que garantisse prérequisitos a serem considerados por todos os professores no seu fazer cotidiano de educação, respeitando as diversidades regionais, socias, culturais e políticas existentes no nosso país, demonstrou-se o melhor caminho para dar forma e identidade ao sistema educativo brasileiro.

É sempre importante ressaltar, que os PCN como o nome sugere, são parâmetros que servem de aporte para construção ou organização dos currículos escolares. Eles não são o único documento, nem são verdade absoluta que deve ser absorvida à risca por todas as realidades educacionais de um país com dimensões continentais e tão diverso.

Justamente por isso, Brasil (1998), destaca que os PCN devem servir de apoio às discussões e ao desenvolvimento do projeto educativo das escolas, à reflexão sobre a prática pedagógica, ao planejamento das aulas, análise e seleção de materiais didáticos, recursos pedagógicos e, em especial, à formação e atualização profissional.

A estrutura dos PCN para o Ensino Fundamental associa diretamente os objetivos desta etapa de ensino aos chamados “Temas Transversais”, a saber: Ética; Saúde; Meio Ambiente; Orientação Sexual; Pluralidade Cultural; Trabalho e Consumo. Esses temas interligam todas as áreas de conhecimento compreendidas no currículo escolar: Língua Portuguesa; Matemática; Ciências Naturais; História, Geografia; Arte; Educação Física e Língua Estrangeira.

A estrutura apresentada revela uma realidade: Os temas transversais são assim chamados porque eles atravessam todas as áreas de conhecimento e que apenas uma área de conhecimento não é o suficiente para compreensão e resolução desses temas. O tema transversal Ética, por exemplo, deve (e só é possível se assim o fizer) ser compreendido a partir da contribuição das diversas áreas de conhecimento.

Esse agrupamento é possível a partir de um mecanismo reverso à herança positivista de fragmentação do conhecimento. A este mecanismo dá-se o nome de Interdisciplinaridade. Que passa a ser melhor entendida quando delimitada a partir de sua relação com outras palavras que disputam o mesmo terreno, não de maneira estanque, mas num Continuum, como recomenda Pombo (2008).

Pombo (2008), consegue definir interdisciplinaridade ao delimitá-la entre a Pluri/Multidisciplinaridade, que significa “pôr em conjunto”, uma coordenação entre as áreas de conhecimento; e a Transdisciplinaridade que se faz no momento em que cessam-se as convergências e surgem a fusão, a unificação das diversas áreas do conhecimento.

Entendo Interdisciplinaridade, neste espaço, a partir de Pombo (2008), que a designa como o intermédio entre a Multi/Pluri e a Transdisciplinaridade, indicando a combinação, a convergência, a complementaridade entre as áreas de conhecimento.

As ações interdisciplinares sugeridas pelos PNC em Temas Transversais, partem do pressuposto de que uma única área do conhecimento não é suficiente para tratar estes temas, e que esta área precisa do suporte e complementaridade de outras áreas para que seja possível tal tarefa.

Tudo isso precisa ser aplicado aos processos intensamente vividos pela sociedade, pelas comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores em seu cotidiano. A Transversalidade traz para o centro da discussão a realidade dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, considerando que são as relações sociais que verdadeiramente educam.

Os PCN trazem todos os Temas Transversais e os apresentam em dois momentos, num primeiro são expostos os conceitos, a importância do tema e como ele se desdobra na sociedade. Num segundo momento são apresentados conteúdos a serem considerados no percurso educativo para terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental.



Fontes:

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas  transversais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1998.

POMBO, Olga. Epistemologia da Interdisciplinaridade. [artigo] Revista do Centro de Educação e Letras da Unioeste - Campus Foz do Iguaçu. v 10. nº 1 p. 9-40. 2008.



 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Transversalidade e Educação: Desenhando Conceitos



As heranças da especialização do trabalho vivenciadas na Revolução Industrial (a partir do sec. 18) se reproduzem na forma como desenhamos a sociedade e a nossa educação. A disciplina, tal como o significado no nome sugere, tem o papel de garantir o limites dispostos pelos conhecimento especializados sem considerar uma conversa entre as várias áreas do conhecimento.

A disciplina, tão bem adaptada ao carater militar da nossa educação, reproduz formas de controle, na justificativa equivocada de que apenas mantendo a "ordem" consegue-se o sucesso no processo educativo. De forma prática a vida nos exige o oposto, uma compreensão critica sobre a educação, sua instrumentalização e a sua relação com a nossa realidade e nosso cotidiano, disposto num emaranhando de vivências.

A proposta de Gallo (2000), com a transversalidade na educação, pensando parâmetros não disciplinares, esboça possibilidades que garantam uma quebra dos paradigmas enraizados em nossa educação, a partir do paradigma do "rizoma", refletindo sobre como a nossa educação deve estar mais voltada para as realidades de seus educandos numa perspectiva mutua, que garanta não só uma conversa entre as várias área do conhecimento, mas no intuito de uma educação transformadora e que se permita transformar cotidianamente


Fonte:

Do livro: ALVES, Nilda; GARCIA, Regina Leite (orgs.) O Sentido da Escola. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
Transversalidade e educação: pensando uma educação não-disciplinar*
Sílvio Gallo**

sábado, 29 de setembro de 2018

Temas Transversais e Contemporâneos

Componente Curricular: Laboratório Interdisciplinar e Intercultural: Ambientes e Cenários para Práticas Didáticas - Temas Transversais e Contemporâneos
Docente: Gilmara dos Santos Oliveira (Lattes)

Ementa:

Objetivos Gerais:

Objetivos Específicos:


Bibliografia Básica: