quinta-feira, 24 de maio de 2018

Relato: Aula de Arte, Comunidades e Espacialidades em 20 de março


A aula do Componente Curricular “Arte, Comunidade e Espacialidades” foi ministrada no dia 20 de março pela professora Alessandra, iniciou-se as 18h e 50min e seguiu até as 21h e 25min.

O primeiro momento da aula seria destinado a apresentação dos mapas conceituais - atividade programada pela professora Evani nas aulas anteriores - contudo, a data programada foi o dia 27, a turma não havia concluído a confecção dos mapas. Assim, a professora Alessandra iniciou, depois de sua apresentação, um debate sobre o Componente, partindo de termos gerais: Os mecanismos de organização social; Principais Características da Comunidades; Os modos de Espacialidades como intervenção social; e a Arte como ferramenta política e espaço de debate para análise, provocação, intervenção, avaliação da sociedade, não apenas nos seus espaços institucionalizados (o teatro, o cinema, o museu...), mas no espaço comum, público, livre, não institucionalizado, onde quer que haja espacialidades.

Uma discussão sobre o espaço público e o espaço privado foi levantada, partindo das conformações sociais sobre o público e o privado e seguindo para uma visão crítica do que vem a ser realmente o espaço público, o que o faz, se ele tem sido na prática aquilo que se destina a ser. O que diferencia realmente o espaço público e o espaço privado na atualidade? A afirmação que se tem é a de que é público. Mas para qual público?

A partir de um questionamento que fiz, outra discussão foi levantada: A liberdade da arte e do artista versus Os mecanismos de controle do Estado. Como conversar esses dois polos distintos, já que: enquanto o primeiro se justifica pela liberdade do ser humano de pensar, expressar, pontuar e analisar o mundo e a sociedade (e para esta discussão isso se dá por intermédio das expressões artísticas), o segundo se justifica pela forma de organização do estado, o poder da justiça e das legislações, respaldados na ética, nas convenções morais para garantia da harmonia e do bem comum?

A amplitude da discussão levou a outros questionamentos: Porque o mecanismo de coerção parece ser mais efetivo do que o da Educação e da Cultura, visto que se o Estado educa a sociedade para a justa partilha dos bens culturais, sociais e econômicos, não precisará criar mecanismos de controle coercitivos e segregadores? Como confiar nas convenções morais de uma sociedade conservadora, cristã, heteronormativa, racista... frente a uma diversidade tão grande? A arte não pode apontar para os paradigmas políticos e sociais que necessitam ser mudados? Se ela o faz, ela sempre causa um choque que aqui e ali são como estalos que entendidos ou não, suscitam as discussões necessárias para o bem viver, a justiça social, a liberdade.

Algumas imagens foram apresentadas pela professora, sobre intervenções artísticas no meio urbano, suas repercussões, discussões que suscitaram e como isso serve de apoio para a compreensão da relação entre arte, comunidade e espacialidades.





Arte, Comunidades e Espacialidades

Componente Curricular: Arte, Comunidades e Espacialidades
Docente: Evani Tavares Lima

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Ementa:
Lugar, território e espaço; Espacialidade convencionada na arte como construção histórica; As múltiplas poéticas que tomam a espacialidade como eixo investigativo; O público e o privado; A arte, o comum e a comunidade; Arte e ações comunitárias: possibilidades no espaço.


Objetivos Gerais:

Compreender e promover a ocupação artística do espaço como direito, por meio do entendimento dos conceitos que envolvem as distintas visões (interdisciplinarmente) sobre o contexto em que se insere o território-lugar-espaço, considerando a construção histórica das espacialidades, a crítica nas artes moderna e contemporânea e seus desdobramentos.


Objetivos Específicos:
Conceituar lugar, território e espaço, do ponto de vista histórico, geográfico, social e artístico;
Compreender a espacialidade convencionada na arte como uma construção histórica;
Refletir sobre a crítica, nos modernismos e no situacionismo, sobre o espaço-lugar-território da arte e da/o artista;
Refletir sobre o direito à cidade como posicionamento político;
Construir possibilidades de relação comunitária por meio da ação artística no espaço;
Produzir artisticamente projetos e práticas de ação no espaço não convencional da arte. 


Bibliografia Básica:

GUATARRI, Felix e ROLNIK, Suely. Micropolítica: Cartografia do Desejo. Petrópolis: Editora Vozes. 2000.

JACQUES, Paola Berenstein. Estética da ginga: a arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Casa da Palavra / Rio Arte, 2002.

MARQUEZ, Renata. Geografias portáteis: arte e conhecimento espacial. 2009. 248f. Tese (Doutorado em Geografia) Programa de Pós-graduação em Geografia, Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. Disponível em: http://www.geografiaportatil.org/index.php?/projects/geografias-portateis/. Acesso em: 27 julho 2015.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 3º ed. São Paulo: Hucitec, 1994.

TAVARES, Andréa. Ficções urbanas: estratégias para a ocupação das cidades. ARS (São Paulo) [online]. 2010, vol.8, n.16.

VAINER, Carlos et. al. Cidades rebeldes. São Paulo: Boitempo, 2013.

AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 1994.

DANTO, Arthur. A transfiguração do lugar-comum. São Paulo: Cosac & Naify, 2005.

GUIMARÃES, Cesar Geraldo. A experiência estética e a vida ordinária. E-compós – Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Brasília) [online], v.1, n.1, dez 2004. Disponível em: http://compos.org.br/seer/index.php/e-compos/article/viewFile/14/15. Acesso em: 27 jul. 2015.

WUILLAUME, Francis (trad.) VINICIUS, Leo (trad.) Internacional Situacionista. Situacionista: teoria e prática da revolução. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2002.
GUIMARÃES, Rafael Siqueira de; BRAGA, Cleber. Por que morar na cidade? Ou a publicidade do empreendimento imobiliário. In: OLIVEIRA, Esther Gomes de; CAMARGO, Hertez Wendell de (Orgs.). Linguagem & Publicidade. Londrina: Syntagma, 2013, p. 219-226.

PEIXOTO, Nélson Brissac. Intervenções urbanas: arte/cidade. São Paulo: SENAC, 2002.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Fique Sabendo: Estrutura do Poder Judiciário


Rendimento Escolar - Trabalho Final do Componente

O Trabalho Final do componente teve como tema "Rendimento Escolar" e trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa aplicada em uma escola da Educação Básica da cidade.
Abaixo, deixo os links do trabalho realizado.

PROJETO

Avaliação Nacional de Alfabetização - ANA



O que é a ANA?


É uma avaliação externa e censitária aplicada aos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas.
As provas fornecem três resultados: desempenho em leitura, desempenho em matemática e desempenho em escrita.
Além dos testes de desempenho, que medem a proficiência dos estudantes nessas áreas, a ANA apresenta em sua primeira edição: o Indicador de Nível Socioeconômico (INSE) e o Indicador de Formação Docente da escola.

Em 2013 - Houve a incorporação da ANA ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica)
Em 2014 - Acontece a 2ª edição da ANA
Em 2015 - O Governo Federal suspende a ANA
Em 2016 - Acontece a 3ª edição da ANA (aplicada em novembro) 


Objetivos
- Avaliar o nível de alfabetização dos educandos no 3º ano do ensino fundamental;
- Produzir indicadores sobre as condições de oferta de ensino;
- Concorrer para a melhoria da qualidade de ensino e redução das desigualdades, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional.


Aplicação
A prova é aplicada anualmente (ou a cada dois anos a partir de 2016) , em um único dia com duração de 2h e 20min; 
É apropriado que o professor da classe esteja presente;
Apenas as escolas informadas no censo escolar participam da aplicação da prova;
A matriz de Língua Portuguesa possui como eixos estruturantes a leitura e a escrita;
A matriz de Matemática possui como eixos estruturantes o eixo Numérico e Algébrico, Geometria, Grandezas e medidas, Tratamento de Informação.

Os instrumentos de aplicação são:
Questionários Contextuais - Aplicados à gestão da escola
Testes de Desempenho - Aplicados aos alunos


Resultados
Os resultados finais da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) estão disponíveis no Portal do INEP e poderão ser analisados pelas equipes pedagógicas e de gestão das escolas e redes de ensino.
A partir de 2014, além do Boletim Escolar com os resultados finais, o Inep disponibilizou o Painel Educacional.
A ANA também produz indicadores que contribuem para o processo de alfabetização nas escolas públicas brasileiras.