quarta-feira, 23 de maio de 2018

IDEB do Centro Educacional de Coaraci

Para realização dessa atividade, uma escola da rede pública de Coaraci-BA foi escolhida. A atividade trata-se de uma consulta a bases de domínio público sobre a evolução do Ideb da escola e construção de um gráfico representativo.

Código da Escola: 29297389
Endereço: Rua Humberto de Campo, 100 - Santo Antônio - Coaraci-BA
CEP: 45638.000
Dependência Administrativa: Municipal
Localização: Urbana
Localização Diferenciada: Não se aplica

Ideb - Anos Iniciais - 2005-2015


O Ideb observado remonta um percurso de 10 anos da escola, com nota de 2,6 em 2005, evoluindo positivamente até o ano de 2013, quando obteve sua maior nota (4,3) que ultrapassou em 0,6 pontos a meta para aquele ano que era de 3,7. Os únicos anos em que a escola alcança/ultrapassa a meta anual são os anos de 2007, 2011 e 2013. De 2013 para 2015 o Ideb da escola cai 0,6 pontos, ficando em 3,7, quando a meta anual era 4,0. No ano de 2015 a escola está abaixo a meta nacional estabelecida.


Ideb - Anos Finais - 2005-2015


Nos anos finais do Ensino Fundamental, a escola apresenta um quadro ainda pior. Ela nunca alcançou ou ultrapassou a meta nacional no período de 10 anos observado. A maior pontuação da escola foi no ano de 2013 (3,1), contudo a meta para aquele ano era 3,4. A Ideb da escola, assim como acontece no nos anos iniciais, cai drasticamente após o ano de 2013. Indo para 2,8 (2015), 1,0 ponto abaixo da meta nacional. No ano de 2015 a escola ficou abaixo da meta nacional estabelecida.

Percebe-se que os fatores que levam a escola a ter seu Ideb em queda após o ano de 2013, afetam tanto o Ensino Fundamental I, quanto o Ensino Fundamental II.
O que deve ter acontecido após 2013 para a escola obter esses resultados negativos?
E o Ideb de 2017? será que acompanha essa progressão negativa?

Bom, o Ideb de 2017 será divulgado em agosto de 2018. E outros fatores devem ser avaliados afim de compreender quais fatores afetam diretamente ou indiretamente o Índice de Desenvolvimento da Educação em uma escola.

Para saber mais sobre o Ideb, ACESSE AQUI.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB

O IDEB foi criado no ano de 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, o intuito era medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. Portanto, a média alcançada pelas escolas e concomitantemente municípios e estados, está posta paralelamente ás médias estabelecidas como metas.

O INEP registra que o IDEB “funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da Educação pela população por meio de dados concretos, com o qual a sociedade pode se mobilizar em busca de melhorias.

O cálculo do IDEB acontece a partir da taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados, considerando o prazo de dois anos. A progressão do IDEB obedece ao calendário de 2007, 2009, 2011, 2013, 2015 e recentemente o de 2017 que será calculado e publicado em agosto 2018.

Os gráficos seguintes representam o IDEB como ele se apresenta, dividido a partir das etapas de ensino, o Ensino Fundamental em seus anos iniciais, finais e o Ensino Médio.

IDEB - Ensino Fundamental Anos Iniciais - 2009-2015
Elaboração do autor (2018) a partir de Inep, 2016.

O IBEB observado nos anos iniciais do ensino fundamental se manteve acima da meta estabelecida em todos os anos até 2015, contudo a diferença entre o IDEB e observado e a meta diminui de 0,4 para 0,3 a partir de 2013. Desde 2009 o IDEB observado aumentou sua média em 0,9 pontos até 2015.

IDEB - Ensino Fundamental Anos Finais - 2009-2015
Elaboração do autor (2018) a partir de Inep, 2016.



A realidade constatada com o IDEB nos anos finais do ensino fundamental é diferente, apenas nos anos de 2009 e 2011 o IDEB observado ultrapassa a meta estabelecida, entre 2011 e 2013 e educação brasileira no que se refere ao período e etapa de ensino analisados, não alcança a meta estabelecida e nem consegue reverter esse quadro, ficando abaixo da meta 0,2 pontos em 2013 e em 2015. Desde 2009 o IDEB observado aumentou sua média em apenas 0,5 pontos até 2015.

IDEB - Ensino Médio - 2009-2015
Elaboração do autor (2018) a partir de Inep, 2016.


Outro agravante é percebido com o IDEB do Ensino Médio, o panorama nacional não apresenta estímulos na progressão do índice nos anos analisados, em 2009, único ano em que a meta é ultrapassada, o IDEB observado fica acima da meta apenas 0,1 pontos, em 2011 a meta não é alcançada, mas não ultrapassada. A partir disso o quadro se agrava, e o índice observado fica abaixo da meta estipulada para os anos de 2013 (0,2 pontos abaixo) e 2015 (0,6 pontos abaixo). Desde 2009 o IDEB observado aumentou sua média em 0,1 pontos até 2015.

A média nacional analisada contempla a educação básica em sua esfera estadual e municipal além da diferenciação entre escolas públicas e privadas. O IDEB no ensino médio não comtempla a educação básica na em sua esfera municipal visto que o ensino médio é obrigatoriedade dos estados e não dos municípios. De todos os períodos e etapas de ensino observados apenas os anos iniciais do ensino fundamental se encontra acima da meta nacional estabelecida. Os dados constatados a partir dos anos finais e ensino fundamental e do ensino médio, revelam um declínio na qualidade da educação brasileira.

Perspectivas Matemáticas e Computacionais em Educação

Componente Curricular: Perspectivas Matemáticas e Computacionais em Educação
Docente: Luana Oliveira Sampaio (Lattes)

VER TODAS AS POSTAGENS DESTE COMPONENTE


Ementa:
Importância da Matemática para a prática docente e para a vida em sociedade. Equações e funções elementares e suas aplicações para a avaliação do desempenho estudantil e para a gestão escolar. Construção e interpretação de gráficos de interesse em Educação. Planejamento, coleta, interpretação e apresentação de dados aplicados à avaliação de escolas e de instituições de ensino. Métodos estatísticos aplicados à avaliação educacional: práticas pedagógicas e desempenho em testes e avaliações. Análise crítica da construção dos indicadores educacionais como o Ideb, o Saed, a Prova Brasil, o IDHM da Educação. Computação aplicada à Educação. Utilização de softwares de apoio para facilitação do aprendizado e no suporte à análise de dados e criação de gráficos.

Bibliografia básica:
IEZZI, G. e DOLCE, O., DEGENSZAJN, D., PÉRIGO, R. Fundamentos de Matemática Elementar – Volume único. 6a ed. São Paulo: Atual Editora, 2015.
BUSSAB e MORETTIN, P. A. 8a ed. Estatística Básica, Editora Saraiva, 2013.
DEMANA, F. D., WAITS, K., FOLEY, G. D., KENNEDY, D. Pré-Cálculo, 2a Edição, São Paulo, Pearson, 2013.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Comunidade Mangue Seco 3/3

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO





A “Proposta de Fortalecimento Comunitário” a partir dos esforços para garantia dos direitos tem como estratégia o mapeamento de oportunidades locais, a identificação, articulação e mobilização de lideranças formais e não formais, no planejamento e realização de atividades que oportunizem o desenvolvimento principalmente de jovens e adultos no “Mangue Seco”, bairro Jardim Cajueiro, no município de Coaraci-BA.


Objetivo Geral


Favorecer a constituição do grupo comunitário do Mangue Seco garantindo a promoção de ações socioeducativas e protetivas que promovam o fortalecimento de famílias em condição de vulnerabilidade e/ou risco social, na perspectiva de garantia de direitos humanos e econômicos da comunidade.


Objetivos Específicos

· Oferecer atividades socioeducativas sobre liderança, grupo comunitário, direitos humanos e econômicos e de estímulos às potencialidades da comunidade e de seus indivíduos, visando o fortalecimento do grupo;

· Qualificar a atuação dos membros das famílias, principalmente jovens e adultos, para criação do PDC;

· Promover o fortalecimento político e econômico das famílias participantes.,




Oferecer atividades socioeducativas sobre liderança, grupo comunitário, direitos humanos e econômicos e de estímulos às potencialidades da comunidade e de seus indivíduos, visando o fortalecimento do grupo;

A.   Convidar profissionais e acadêmicos para atuarem nas áreas específicas do projeto.
Catorze (14) profissionais ou acadêmicos atuarão por área de conhecimento e/ou função para a execução das ações do projeto.
B.   Realizar atividades sistemáticas socioeducativas semanais de Direitos Humanos e Cidadania
Público-alvo tem modificada sua percepção acerca de direitos e cidadania, percebendo-os enquanto oportunidades de fortalecimento do grupo local; 

Jovens e Adultos participam de momentos de criação coletiva e reorganização dos espaços;
C.   Traçar estratégias para a construção e equipamento da “Casa de Direitos” e da liderança interina do grupo.
Um (01) espaço  articulação e mobilizaçaõ, equipado  e  mobiliado  adequadamente  para  ações educativas e sociais;

D.   Atividades sistemáticas de desenvolvimento pessoal e profissional.
Identificação e aprimoramento de habilidades e competências dos indivíduos;

Grupos de acordo com a potencialidade de cada pessoa, e a partir disso dividir tarefas e oficinas de aprendizado, trabalho comunitário e geração de renda.


Qualificar a atuação dos membros das famílias, principalmente jovens e adultos, para  criação do PDC.
E.   Promover  o  apoio  sociofamiliar  para as  famílias  partir  de  Apoio  e  orientação legal  familiar;  Apoio  para  a  melhor atuação de garantia de direitos quanto à educação, saneamento e saúde, trabalho e renda; Apoio e  acompanhamento  a  projetos  de  vida;
Famílias participantes desenvolvem relações afetivas saudáveis;

Famílias participantes têm aprimoradas suas capacidades de proteção de direitos econômicos.
F.    Implantação e Formação do Comitê Familiar e liderança.

Representantes das famílias participantes se reúnem regularmente, discutem, articulam ações, monitoram, aconselham a liderança, e deliberam ações conjuntamente.

Constituída a Liderança formal do grupo.
G.   Monitorar  e incentivar a participação das famílias no projeto.
Famílias participam  das atividades promovidas pelo projeto (mínimo de 80% de presença).
H.   Fortalecimento da Comunidade e integração das famílias através da Elaboração do Plano de Desenvolvimento Comunitário (PDC).
Comunidade, Comitê Familiar e Liderança atuantes na criação do Plano de Desenvolvimento Comunitário.

I.     Mapear todas as atividades econômicas da comunidade, a mão de obra e recursos utilizados.
Visão do potencial socioeconômico da comunidade e encaminhamento (se houver possibilidade) de profissionais ao setor privado.




Promover o fortalecimento político e econômico das famílias participantes;
J.    Desenvolvimento de ações sistemáticas com foco na formação para o trabalho, visando qualificação para o trabalho dos jovens e adultos .
70%  dos  jovens adultos  participantes  têm  melhoradas suas capacidades laborais.
K.   Realizar  seis  (06)  encontros  de formação  com  representantes do Comitê Familiar.
90%  dos  membros  do comitê  familiar,  qualificado  para  o  exercício  das  suas  práticas sociais, políticas e  de  gestão  no  desenvolvimento  do projeto.
L.    Efetuar quatro (04) encontros de planejamento, monitoramento e avaliação da ação do projeto
Desenvolver junto com a comunidade e instituições (escolas, igrejas, outros envolvidos) instrumentos  de monitoramento  e avaliação  que  possibilite  a  qualificação  e mensuração dos resultados do projeto





PRINCIPIOS E METODOLOGIA

A ideia propulsora do projeto é o desenvolvimento político e econômico da Comunidade do Mangue Seco afim de promover um ambiente de proteção de direitos, e se fundamenta sobre o firme compromisso de dar resposta adequada ao grupo meta de maneira participativa.



Princípios Básicos do Projeto


I. CENTRAR NOSSOS ESFORÇOS NO DESENVOLVIMENTO POLÍTICO E ECONÔMICO DA COMUNIDADE
O objetivo da nossa intervenção é o desenvolvimento político e econômico com foco no aprofundamento dos direitos econômicos. Esforçamo-nos especialmente para promover e preservar o elemento “protetor” do campo dos direitos humanos, de modo que todas as pessoas tenham uma relação saudável e que lhes conduzam e apoiem desenvolvimento político e econômico da comunidade.


II. FORTALECER VÍNCULOS COM O PODER PÚBLICO
As famílias formam parte da comunidade. Reconhecemos o papel, a competência, os recursos e as iniciativas existentes de todos os atores envolvidos, e colaboramos estreitamente com eles com o objetivo de estabelecer sistemas estáveis de apoio social para as famílias, no que tange aspectos relacionados a educação, saúde, trabalho e renda. Cooperamos com as autoridades governamentais, a comunidade e outros responsáveis pelo cumprimento do direito para ajudá-los a cumprir suas obrigações. Ao cooperar com outros atores envolvidos, fomentamos o estabelecimento de amplas “redes sociais seguras” e a proteção e promoção dos direitos.


III. ENVOLVER A COMUNIDADE NA BUSCA DE SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS COM OS QUAIS SE CONFRONTAM NA VIDA
Reconhecemos que todos os indivíduos da comunidade têm um papel fundamental em seu próprio desenvolvimento e na promoção, defesa e garantia de seus direitos. São informados e consultados sobre os processos de tomadas de decisões que afetam suas vidas, levando em consideração os seus pontos de vista, segundo sua vivência. As lideranças do movimento têm a oportunidade de expressar-se e assim aprender habilidades importantes para a vida, como a comunicação, a cooperação e a articulação política para a resolução de problemas.



Componentes


A organização trabalha de maneira intencional com três componentes que coadunam a proposta de intervenção, são eles:

A COMUNIDADE – promovem-se ações de levantamento de demandas e acompanhamento, realizando visitas sistemáticas para conhecimento das necessidades e potencialidades, pois como grupo meta os indivíduos são os que merecem maior atenção devido ao seu processo singular de desenvolvimento. É fundamental fortalecer e incentivar a percepção crítica e a capacidade de organização e concretização dos seus objetivos de interesse local.

AS FAMÍLIAS – promovem-se ações de desenvolvimento de competências com oficinas de Geração de renda, Direitos e Deveres, pois são os principais responsáveis pelo desenvolvimento integral do grupo meta.

OS PARCEIROS – que são impulsionados/sensibilizados a promover ações de desenvolvimento econômico e político da comunidade com base nos anseios e necessidades da comunidade. Seja o poder público ou outras instituições como a igreja e as escolas são capazes de trabalharem no desenvolvimento de competências com formações específicas sobre direitos, metodologias de participação, além de oficinas de planejamento e monitoramento das ações definidas como prioritárias pela comunidade.



Metodologia

A Metodologia desenvolvida pelo grupo que propõe essa intervenção é um conjunto de ações, práticas e atitudes sinérgicas, envolvendo os mais diversos atores (famílias, Comunidade e Estado), comprometidos com a promoção e efetivação de direitos humanos no que se refere a aspectos políticos e econômicos.

Os dispositivos que são utilizados cotidianamente no processo socioeducativo e de acompanhamento fortalecem e estimulam ações significativas para os envolvidos, disponibilizando elementos que facilitam a construção de conhecimentos, a produção coletiva e a mensuração de resultados em todos os níveis de desenvolvimento, são eles:

a) Análise da Realidade Local – Uma análise da realidade local não se limita à simples coleta de dados, mas deve, acima de tudo, perceber como as pessoas envolvidas sentem a sua própria realidade, superando a simples constatação dos fatos, isso numa atitude de constante investigação dessa realidade. Neste processo, com a participação dos envolvidos, se definirá o real percurso e a dinamização do projeto.

b) Registros e Sistematizações – Este dispositivo constitui-se na importância de construir memória das experiências de desenvolvimento local, divulgação, saberes relacionados às práticas (aspectos qualitativos), estimular a reflexão e a discussão de assuntos e aspectos relacionados à prática e ao seu contexto. Enfim, responsabilizar-se para experiências vitais, carregadas de uma enorme riqueza acumulada de elementos que, em cada caso, representam processos inéditos e irrepetíveis, por isso, a necessidade da tarefa de compreendê-las, extrair seus ensinamentos e comunicá-los.

c) Roda – representa o círculo perfeito, onde não existe centralidade de partes, de individualismos, mas sim um espaço que possibilita a todos/as se perceberem e se posicionarem de maneira democrática e relacional. Neste sentido, as pessoas envolvidas em todo e qualquer processo, formal ou informal, são convocadas a vivenciarem o princípio primordial da liberdade de pensar, falar, praticar, refletir, sentir, intervir, planejar, cultivar e avaliar, neste movimento permanentemente dialógico presente no cotidiano. Assim, as atividades desenvolvidas com as famílias e com a comunidade terão momentos de rodas de conversa.

d) Memória da Comunidade – Este recurso possibilita construir com a comunidade um memorial histórico-cultural, com fotos, entrevistas, textos e demais produções que registre e valorize a experiência local.

A metodologia também define os Indicadores de Qualidade são índices que primam por uma observação mais apurada quanto aos aspectos que não são mensuráveis quantitativamente. Estes indicadores são: felicidade, resiliência, transformação, apropriação, oportunidade, criatividade, ética, estética, protagonismo, cooperação. Eles podem ser utilizados em sua totalidade, visto que se complementam, ou individualmente, conforme a ação desenvolvida. Os aspectos qualitativos referem-se a percepções pessoais e revelam impressões, reações e/ou sentimentos que para serem medidos, precisam ser transformados em gráficos e quadros. Já os Indicadores Quantitativos referem-se aos dados numéricos do Projeto, como por exemplo, número de famílias envolvidas, índice de empregabilidade na comunidade, entre outras possibilidades que variam com a definição dos temas geradores levantados no local. Os Indicadores devem ser aplicados na avaliação e monitoramento das ações cotidianas, que subsidiará a compilação das ações desenvolvidas.





SUSTENTABILIDADE



Envolvimento Comunitário

A proposta de implantação e formação do grupo comunitário, tem como resultado esperado, criar/fortalecer uma rede local protetora com foco no interesse superior dos seus direitos assegurando assim a garantia e defesa dos direitos da comunidade, bem como provocar a todos os envolvidos a participarem ativamente das decisões para o desenvolvimento e bem estar comum, criando um ambiente bem organizado politicamente. As ações do projeto serão discutidas, socializadas e legitimadas por essa rede. Sua principal característica será de atuar na luta e representação política para atuação junto as ações do poder público, traçando um diagnóstico que identifique as necessidades da comunidade, para que se sintam corresponsáveis na resolução dos problemas e na geração de recursos.

O Comitê Familiar trabalhará a corresponsabilidade e uma maior representatividade na tomada de decisões estratégicas frente à situação de vulnerabilidade. Seu papel estará centrado na tomada de decisões baseadas nos objetivos do Projeto, através de ações de apoio, controle social, monitoramento no desenvolvimento de metas, buscando a sustentabilidade, e por fim, posicionamento local.



Interação com as Políticas Públicas


Os atores envolvidos diretamente no projeto assumem a importante tarefa de mobilizar e articular com outros atores do Sistema de Garantia dos Direitos. Os membros serão incentivados a frequentarem as instâncias de participação do município como os Conselhos Municipais de Assistência Social, de Educação, de Saúde, a Câmara de Vereadores, entre outros, considerando que estes órgãos discutem, analisam e deliberam questões importantes e pertinentes a todos os cidadãos do município, direta ou indiretamente.

Um dos principais âmbitos da atuação que será desenvolvido pelo projeto é a dimensão de incidência na elaboração de políticas públicas. Numa outra dimensão, as famílias formam o grupo alvo da ação de desenvolvimento de competências com foco na instrumentalização para ocupar os espaços de elaboração e controle social no que tange a efetivação das políticas públicas.



Divulgação

Instrumentos / Mídias
Quant.
Propósito
Período
Cartaz
1.000
Divulgar o projeto e ações implementadas chamando a atenção da sociedade de das cidades vizinhas
500 no início de cada semestre.
Rádio
12
Divulgar na rádio local a realidade enfrentada, o projeto em si, bem como os resultados que estão sendo alcançados
1 vez por mês
Facebook
01
Criação de 01 página do Facebook para propagação imediata das ações e desenvolvimento do projeto
A partir do 1º mês.
Camisetas com a Logo do Projeto
800
Dar visibilidade do projeto no cotidiano das pessoas
A partir do 3º mês do projeto
Vídeo.
01
Produzir um documentário com o cotidiano das ações implementadas para registrar o desenvolvimento do projeto.
Produzir durante 1 ano do projeto e publicar ao final do 1º ano.





Comunidade Mangue Seco 2/3

ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS E DIAGNÓSTICO


Observa-se de antemão ausência - ou a fragilidade - de fatores básicos de infraestrutura. No setor de saúde, observando-se, por exemplo a presença de um posto de saúde da família sem prédio próprio, a casa utilizada como posto de saúde é alugada e imprópria, não há acessibilidade e carece de materiais, equipamentos e profissionais. Vale ressaltar que o Hospital Geral de Coaraci fica próximo da comunidade.

Mesmo com fragilidades, os serviços básicos de saneamento são ofertados em mais a 80% da comunidade: Coleta de Lixo (90%), Coleta de Esgotos (80%), Abastecimento de Água (100%), Energia Elétrica (90%), Iluminação Pública (90%). Quase 100% das ruas não possui pavimentação.



A falta de um mecanismo de comunicação e inclusão tecnológica é um dos fatores pontuados pelos moradores durante o questionário aplicado, os quais salientam sua importância não somente como um vetor de comunicação, mas também como uma necessidade de busca pelo conhecimento e informação, uma vez que estamos inseridos na Era Tecnológica, onde a Internet, computadores e periféricos funcionam como ferramentas imprescindíveis para inserção na sociedade informatizada. Apenas 01 casa conta com acesso a internet na comunidade, apenas 02 possuem telefone fixo.

Percebe-se também a ausência de momentos de sociabilidade, tais como: as festas de datas comemorativas das escolas e outras festas populares. Não existem reuniões para discussões sobre problemas, propostas e planejamento.

A vida prática no Mangue Seco ainda é tomada por um sentimento de descaso do Poder Público e de que a comunidade é vista principalmente como um espaço de estratégia eleitoral e de conquista de voto ao invés de cidadãos de direito, que necessitam de visibilidade e representatividade e que anseiam por serem aceitos e encarados como dignos de educação de qualidade, saúde, trabalho e renda. Neste contexto se concentram a ideia principal do projeto afim de sensibilizar todo o entorno, bem como, aprofundar o conhecimento da comunidade sobre estes direitos.

O que se percebe ao final disto é ainda a falta de uma organização formalizada da comunidade para uma representatividade maior nas ações políticas afim de assegurar os direitos das pessoas. A questão passa a ser mais sobre o domínio de conhecimentos de direito e de como agir a partir disso, do que das condições reais vivenciadas na comunidade, justamente por que muitas dessas dificuldades encontram maior entrave na articulação política e na forma com que esta clientela age para solucionar tais problemas.


80% das pessoas entrevistadas se auto declaram pretas ou pardas e 80% participam de algum programa de transferência direta de renda. Existem alguns grupos sociais ligados às igrejas


56% das famílias pesquisadas moram no bairro há mais de 10 anos, o que confere à relação indivíduo-comunidade um certo grau de pertencimento.