quinta-feira, 10 de maio de 2018

Comunidade Mangue Seco - PARTE 1/3


APRESENTAÇÃO DA AREA VISITADA E O CONTEXTO DA PESQUISA

Vista aérea da comunidade do Mangue Seco em Coaraci-BA. (Google Maps 2018)


O Terceiro Setor apresenta seus reflexos na sociedade mundial e brasileira a medida em que se torna um indicador expressivo para a análise do funcionamento da sociedade, suas fragilidades e mecanismos.

Nessa perspectiva, os movimentos comunitários e sociais realizam papel histórico maior do que simplesmente revelar as tensões e contradições sociais de cada momento histórico. Eles são acima de tudo uma bússola para a ação social, impulsionando o campo dessas ações para formas superiores de organização e buscando a institucionalização jurídico-legal das conquistas.

No caso específico da comunidade do Mangue Seco, localizada no bairro Jardim Cajueiro em Coaraci-BA, não existe a presença de organização da sociedade civil para o levantamento das demandas sociais e resolução de conflitos.

Croqui Equipe 01
As principais atividades econômicas do bairro são mercearias, bares, vendedores ambulantes, entre outros. São presentes também agricultores familiares e tropeiros.

O Bairro Jardim Cajueiro, nas imediações do Mangue Seco possui duas escolas de educação básica: educação infantil e fundamental, mantidas pela prefeitura de Coaraci, 04 igrejas evangélicas, 01 igreja católica, 01 centro religião de matriz africana desativado, 02 campos de futebol (um campo está desativado), não existem praças.


A equipe 01 ficou responsável por coletar informações através de questionário no primeiro quarteirão do "Mangue Seco". O quarteirão conforme o croqui ao lado possui 09 casas e no dia da pesquisa apenas uma estava aberta.


Proposta de Intervenção: "Comunidade Mangue Seco"



Para fins de avalição este trabalho será dividido em três partes:

Comunidade Mangue Seco 1/3 - Apresentação da Área Visitada e o Contexto da Pesquisa
Comunidade Mangue Seco 2/3 - Análise dos Dados Coletados e Diagnóstico
Comunidade Mangue Seco 3/3 - Proposta de Intervenção


Para ter acesso à Proposta de Intervenção completa (clique aqui)



RESUMO

A “Proposta de Fortalecimento Comunitário” a partir dos esforços para garantia dos direitos tem como estratégia o mapeamento de oportunidades locais, a identificação, articulação e mobilização de lideranças formais e não formais, no planejamento e realização de atividades que oportunizem o desenvolvimento principalmente de jovens e adultos no “Mangue Seco”, bairro Jardim Cajueiro, no município de Coaraci-BA.

O conjunto das ações propostas se estrutura a partir do levantamento de demandas sociais por intermédio de questionário aplicado a uma amostra de 25 famílias no dia 21 de abril de 2018 pelos alunos do 3º quadrimestre da Área Básica de Ingresso da Universidade Federal do Sul da Bahia e constitui-se de práticas sociais, envolvendo diversos atores (família, comunidade e Estado), comprometidos com a promoção e defesa de direitos da comunidade local no que diz respeito a fatores econômicos, em situação de vulnerabilidade social.

As três ações centrais da proposta de intervenção são:

1. Identificação de lideranças: Representantes do Grupo Comunitário e de outros grupos, visando o estabelecimento de uma rede local forte e sustentável.

2. Realização de atividades para as famílias nos seguintes âmbitos: a) Proteção Social; b) Saneamento Básico; c) Direito ao Trabalho; d) Ações Comunitárias. A partir de oficinas que desenvolvam as seguintes dimensões: Organização Política, Inclusão Produtiva, Afetividade e Cidadania.

3. Acompanhamento sistemático das famílias de origem com visitas domiciliares, encaminhamentos para a rede sócio assistencial e elaboração de um Plano de Desenvolvimento Comunitário (PDC), com o foco em estratégias e resultados esperados pelas famílias envolvidas.

A iniciativa pretende criar um espaço (inicialmente improvisado) de articulação e mobilização que se chamará de “Casa de Direitos” e funcionará como sede do grupo comunitário. Este espaço será de uso exclusivo de ações e organizações voltadas à comunidade garantido oportunidades e aprofundamentos do conhecimento sobre direitos humanos, além de fazer a conexão entre outros pontos e espaços presentes dentro do próprio município de Coaraci. Desta maneira, o Projeto fortalece a compreensão de que a comunidade é um espaço protetor e protegido por excelência.

Para todas as ações que serão desenvolvidas, os organizadores disponibilizarão um sistema de Dados, com ferramentas para o Planejamento, Monitoramento e Avaliação dos processos e ações realizadas, além da elaboração de pesquisas que tenham como finalidade a mensuração e a qualificação do impacto das ações frente a realidade em evidência.

No âmbito da participação dos envolvidos os organizadores implantarão na comunidade um Comitê Familiar formado por representantes das famílias participantes no Projeto, que dará, ou não, validade às ações da liderança do grupo comunitário num espaço de discussão e planejamento local.

Antropoceno



O planeta terra desde o seu início tem se desenvolvido e, de certo modo contribuiu com o equilíbrio do planeta, afinal, tudo na terra é ligado, nada é autossuficiente. A terra carregava com sigo uma diversidade grande de vida animal e vegetal, onde cada um tem o seu lugar e sabe de forma produtiva conservar o seu espaço. Nesse contexto o homem surge e muda a “cara” do mundo. O homem habita na terra há mais de 200 mil anos, cultivando, explorando, transformando, produzindo, consumindo sendo considerado uma força planetária e geológica. Ações essas que são justificadas pela insuficiência humana, sendo os humanos, dependente das suas atividades para sobreviver.

O homem começa a se desenvolver de forma rápida, desenvolvendo diversas atividades como, agricultura, que por sua vez, se fez necessário estabelecer cidades e civilizações em regiões favoráveis. A busca pela sobrevivência, fez com que o homem desenvolvesse atividades para a produção de recursos, mas, a diminuição da mão de obra também seria algo notório no processo de evolução humana. Então surgem as indústrias, fábricas, prédios, maquinas, tecnologias e a necessidade de produzir e cultivar não só para alimento, mas, para manter cada máquina e construção humana.

Segundo MARTINI (2018) “A partir de meados do século 18, os humanos alteraram diretamente as paisagens em 40% a 50% do planeta e marcas De sua influência afetam mais de 83% da superfície terrestre (é a chamada ‘pegada antrópica’)”. A partir desse momento, se observa o ser humano assumindo o centro do mundo, dominando e modificando tudo que nele há, esse período é chamado de antropoceno. Esse período tem deixado marcar terríveis no planeta, que tem reagido de acordo com o dano que sofre, cada fenômeno visto na natureza, é resultado de ações humanas em qualquer lugar do mundo. O que era pra ser um período de desenvolvimento que fosse favorável ao ser humano e ao planeta de modo geral, os homens ultrapassam o limite da exploração e devastação da natureza, causando danos até irreversíveis.

Apesar da grande devastação causada pelos humanos, ainda há uma chance de se resolver ou amenizar a situação em que estamos e que caminha para algo pior. Essa nova chance se dará por uma nova consciência para continuidade e preservação da vida de forma coletiva. Nós podemos escrever o que acontecera no futuro, juntos.


REFERÊNCIAS

GAFFNEY, Owen; PHARAND, Félix. Anthropocene: alterações na paisagem terrestre entre 1750-2012. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WPcyCIQciJk&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

BERTRAND, Yann Arthus. HOME: Nosso Planeta, Nossa Casa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=I4G1iyySoMc&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

HUMBERTO, Zaidan. Antropoceno no Museu do Amanhã. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=R5y8W7QcMl4&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

EMMART, Carter; OPPENHEIMER, Ben R. A visão da Insignificância do homem em relação ao Universo,sejamos mais humildes.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5grSw3zaHXU&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

ZOLNERKEVIC, Igor. A era humana: Material plástico acumulado no fundo dos oceanos pode definir um novo período na história da Terra, ontropoceno. geologia, [S.l.], 05 abr. 2018. pESQUISA FAPESP 243, p. 52. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-ontent/uploads/2016/05/052_antropoceno.pdf Acesso em: 04 abr. 2018.

MARTINI, Bruno. Antropoceno: A época da humanidade? ciências da terra, [S.l.], 05 abr. 2018. ciência hoje, p. 39. Disponível em: http://www.academia.edu/934167/Antropoceno_A_%C3%A9poca_da_humanidade Acesso em: 04 abr. 2018.

Universidade e Contexto Planetário

Componente Curricular: Universidade e Contexto Planetário
Docente: Humberto Actis Zaidan


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Ementa:
Debates contemporâneos sobre Ambiente, Culturas, Sociedades, Política, Instituições e Organizações, com foco no contexto planetário e suas relações com sustentabilidade, contemplando interpretações dos diferentes saberes. Estudo dos processos e dinâmicas ambientais que estruturam e organizam a singularidade de cada sociedade e conjuntura histórica, compreendendo como tais processos afetam sua construção de significados, sua relação com os outros e sua ação sobre o mundo.

Bibliografia Básica
BAUMANN, Z. Emancipação. In: _______. Modernidade Líquida. Jorge Zahar, 2001.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade.DP&A, 2006.
JANINE RIBEIRO, R. A Sociedade contra o Social, o alto custo da vida pública no Brasil. Companhia das Letras, 2000.


Fontes:
Site da UFSB
Plano de Ensino-Aprendizagem
Plano Pedagógico Curricular da Licenciatura Interdisciplinar

domingo, 8 de abril de 2018

E o Brasileiro Não Tem Outro Assunto

Foto de Francisco Proner Ramos

Lula é de longe o assunto mais pontuado por todos os brasileiros e ao redor do mundo, pelo computador, pelo smartphone, tv, rádio e nas rodas de conversa; dentro de casa, nas instituições e nas ruas.

Pela direita e pela esquerda política; pelo cabeleireiro na sua rotina, pelo pedreiro construíndo o edifício, pelo vagabundo na esquina, pelo estudante e pelo professor na sala de aula, pelo deputado no Congresso Nacional; o artista, o economista, o motorista, o político, a faxineira, o ladrão, a dona de casa, o advogado, o jogador de futebol, o traficante, o cirurgião, a recepcionista, a prostituta, o pastor, o padre, o santo, o pobre e o rico, o negro e o branco, o índio, o gay, o hétero, o transexual, o homem de bem e o homem mau. Cármem Lúcia deve ter levado o assunto ao seu café da manhã e Sérgio Moro deve ter dormido pensando nesse ser humano. E esse ser humano chamado Lula, se consagra ideia em 07 de abril de 2018. Não sei se esse é o propósito, mas Lula não será esquecido.

“O político mais popular do mundo” (OBAMA, 2009), que deixou de ser metalúrgico (1969) para o ser o presidente do Brasil, deixando o cargo com 87% de aprovação pessoal (2010), é a principal pauta de milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo. Lula também é mencionado nas estatísticas, na ciência política, amplamente citado em trabalhos acadêmicos, artigos, monografias, dissertações, teses de doutorado. Projetou o Brasil para o mundo sendo parâmetro para melhorias sociais e econômicas em diversas nações. E a história não perdoa.

Lula estará em livros didáticos de história em todo país, na escola pública e na escola privada, na educação básica e na educação superior, e não precisará da aprovação do Supremo Tribunal Federal para isso.

E mesmo que todos tentem tecer algum tipo de argumento sobre Lula (inclusive eu neste momento), só o pobre que passou fome e sede é o que pode tocar nesse assunto com propriedade. O mérito da discussão vai para os milhares de brasileiros que foram retirados da miséria, e que não foram convidados pela corte.

E “Pra não dizer que não falei das flores”, o Brasil continua sendo um só, o destino da nação é o destino de todos. “Somos todos iguais, braços dados ou não / Nas escolas, nas ruas, campos, construções / Caminhando e cantando e seguindo a canção.”

Eu sou Erivelton Souza Campos,
Bacharel em Administração pela UESC
Especialista em Gestão Educacional pelo IDHESP
Estudante para LI em Humanidades pela UFSB