domingo, 22 de outubro de 2017

Universidade, Desenvolvimento Regional e Nacional - UDRN

Componente Curricular: Universidade, Desenvolvimento Regional e Nacional
Docente: Fábio Rodrigues Corniani (Lattes)


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Ementa:
Conhecer criticamente teorias e perspectivas dos conceitos de Desenvolvimento Humano e Social, promovendo estudo abrangente das sociedades contemporâneas, na sua diversidade, globalidade e sustentabilidade, identificando suas origens históricas, bem como suas estruturas práticas e simbólicas, contemplando macroprocessos de mudança social, crescimento econômico e desenvolvimento humano, com foco no contexto regional.

Objetivos Gerais:
• Discutir os diversos conceitos associados a desenvolvimento e seus impactos nas sociedades.
• Problematizar o conceito desenvolvimento a luz das demandas socioculturais existentes nas Regiões Sul e Extremo Sul da Bahia.
• Debater as dimensões do desenvolvimento regional e nacional.
• Analisar o papel das universidades, em geral, e da UFSB, em específico, para o desenvolvimento regional e local.
• Refletir sobre formas de intervenção nos problemas locais, buscando possibilidades de soluções aos mesmos

Objetivos Específicos:
• Compreender o conceito “desenvolvimento” a partir do debate teórico e da compreensão das implicações locais na região sul e baixo sul baianos.
• Possibilitar o contato com dos/as estudantes com diferentes visões sobre desenvolvimento;
• Aproximar os/as estudantes com grupos e comunidades que atuam na região sul e baixo sul baianos;
• Possibilitar o levantamento de frentes de atuação para a universidades e para os estudantes

Bibliografia Básica:

ARAÚJO, Tania Bacelar. “Nordeste: desenvolvimento e perspectiva” In: GUIMARÃES, P. F.; AGUIAR, R.A., et al (orgs). Um olhar territorial para o desenvolvimento: Nordeste. Rio de Janeiro: BNDES, 2014, p. 514 – 560. Disponível em: https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/handle/1408/3013.

BAIARDI, Amílcar e TEIXEIRA, Francisco. O Desenvolvimento dos Territórios do Baixo Sul e do Litoral Sul da Bahia: a Rota da Sustentabilidade, Perspectivas e Vicissitudes. Instituto Arapyaú: Salvador, 2010.

CASTRO, Josué. “A descoberta da fome”. In FERNANDES, B. M. & GONÇALVES, C. A. P. (org.). Josué de Castro – Vida e Obra. São Paulo, Expressão Popular, p. 141-152

FLECK, Carolina F. A tríade ensino-pesquisa-extensão e os vetores para o desenvolvimento regional. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, v. 7, p. 250-278, 2011. Disponível em: www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/viewFile/518/265. Acesso: jan/2015 (trechos escolhidos pelo/a docente)

FURTADO, Celso. “A profecia do colapso” In: O Mito do Desenvolvimento Econômico. Rio de Janeiro, Paz e Terra, p. 7-14.


Fontes:
Plano de Ensino-Aprendizagem do Componente Curricular

Fique Sabendo: Base Nacional Comum Curricular _ Competências Gerais


sábado, 21 de outubro de 2017

Nunca me Sonharam (Filme)

Nunca me Sonharam, esse filme está me inquietando.
Preciso discutir essas questões com mais pessoas.

Já parou pra pensar porque a escola não é tão atraente quanto deveria? infelizmente a educação brasileira foi marcada para esse fim, pra você não gostar e se alienar nisso, mantendo o status das classes (o rico continua sendo rico e o pobre continua sendo pobre). Na visão da elite social, a Educação não deve ser atraente pra um pobre, porque ela também é caminho pra ascensão social e econômica.

Assista ao trailer do filme:


Só são dois minutos de trailer sobre um filme que é realmente excelente e abre boas discussões sobre o assunto. Porque a educação precisa ser discutida e discutida principalmente por quem só tem ela como escape.
Talvez você tenha tido outras oportunidades pra se construir além da escola, e isso é bom. Mas tem muita gente que só tem a escola e "mesmo a escola mais chata, salva milhares de vida no nosso país".
A crise da educação no brasil não é crise, é um projeto, que tá dando certo: garantir a miséria de um povo pra manutenção da classe dominante.

Esse vídeo foi indicado pela professora Regina do CC Universidade e Sociedade, e ainda me inquieta.

domingo, 8 de outubro de 2017

O Marco Conceitual da UFSB


Universidade Popular: Anísio Teixeira
"A educação brasileira possui uma dívida social"

O educador baiano Anísio Teixeira [1900-1971] foi uma das mais fecundas fontes do pensamento progressista na educação brasileira.
Antecipou o que Boaventura Santos veio a chamar de crise de identidade da instituição universitária: formar profissionais ou promover ciência & cultura? Educar cidadãos ou credenciar profissionais?
Foi defensor da educação como instrumento de integração social e emancipação política.
Defendeu uma revolução democrática, pacífica e sustentável, viabilizada pela universalização da educação nos níveis iniciais – como condição de emancipação política e equidade social – e pela ampla oportunidade de acesso à formação universitária – determinante do desenvolvimento humano e econômico das nações.
A concepção de Universidade Popular como instrumento de promoção da Educação Democrática no ensino superior foi desenvolvida por Anísio, no final da década de 1940.
Para a gestão desses processos pedagógicos renovados pela tecnologia, será necessário um perfil de docente totalmente distinto do que ainda predomina na universidade brasileira.
Assim, como será exposto adiante, o projeto da UFSB inspira-se em reflexões, conceitos e iniciativas de construção institucional, desenvolvidos e aplicados pioneiramente por Anísio Teixeira
A concepção dos colégios universitários, elemento central do conceito anisiano de Universidade Popular, destinava-se à necessária ampliação do acesso à educação superior a grupos sociais historicamente dela excluídos.


Pedagogia da autonomia: Paulo Freire
"Educação é criação de oportunidades para a construção coletiva de saberes."

Essa abordagem compreende uma perspectiva contextual aplicada à alfabetização e níveis fundamentais de educação.
O pensamento de Paulo Freire parte do princípio de que, nas sociedades modernas, a educação assume duas funções sociais antagônicas e contraditórias: educação para a libertação ou para a domesticação (...) sabedoria popular versus conhecimento científico ou estado versus sociedade civil
Freire enfatiza práticas pedagógicas orientadas por uma postura política de humanismo crítico e de ética universalista, com o objetivo de desenvolver autonomia, competência e capacidade crítica num contexto de valorização da cultura.
Nesse foco, educação não significa mero conjunto de atos de transmissão de conhecimentos, mas sim criação de oportunidades para a construção coletiva de saberes.
Apesar disso, a proposição de educação para adultos de Paulo Freire traz uma contribuição implícita de grande potencial para os objetivos da UFSB. Neste caso, deve-se observar, uma preocupação radical com a autonomia dos sujeitos num processo educativo contextualizado.


Geografia Nova: Milton Santos
É insustentável a ideia de Universidade como torre de marfim.


A complexidade da sociedade contemporânea, resultante da emergência de novos macroprocessos e microprocessos sociais, políticos e econômicos, analisados criticamente pelo eminente pensador e geógrafo Milton Santos, tem produzido efeitos estruturais que repercutem sobre a instituição universitária.
Nessa conjuntura atual de mundialização, multiculturalismo, aquecimento global, realidade virtual, movimentos sociais expandidos e democracia em tempo real, não cabe sustentar a ideia de Universidade como torre de marfim.
A problemática da universidade é tratada no pensamento miltoniano na perspectiva de um multiculturalismo politicamente dominado e de uma matriz acadêmica instrumental.
O projeto político emancipatório de inspiração miltoniana, assumido com entusiasmo na proposta da UFSB, permite superar três características da universidade brasileira: 1) romper com a tradição cartorial herdada da universidade lusitana colonial, 2) desconstruir a herança eurocêntrica da elite nacional e 3) reparar as sequelas da reforma universitária imposta pelo regime militar em 1968.
Como fazê-la (a Universidade) politicamente responsável, socialmente inclusiva e, ao mesmo tempo, reafirmar a excelência acadêmica que a define como instituição plena de autonomia e criatividade? Como fomentar eficiência e economicidade pertinentes à gestão pública e, ao fazê-lo, incutir valores pertinentes ao contexto contemporâneo mutante e globalizado?




Ecologia dos saberes: Boaventura de Sousa Santos
"A injustiça social contém no seu âmago a injustiça do conhecimento"

Boaventura de Sousa Santos defende uma Epistemologia do Sul, contraposta às matrizes eurocêntricas do pensamento ocidental hegemônico nas sociedades oriundas do colonialismo e marcadas pelo imperialismo.
As sociedades contemporâneas cada vez mais se definem por sociodiversidade, etno-diversidade e epistemo-diversidade, ou, como prefere Sousa-Santos, democracia, multiculturalismo e interdisciplinaridade.
Os países periféricos, ricos em saberes não científicos, mas pobres em conhecimento cientifico, sofrem os efeitos de estratégias econômicas
No âmbito universitário, a ecologia de saberes pode produzir um movimento de revolução epistemológica, sendo assim considerada uma forma de extensão ao contrário, de fora da universidade para dentro da universidade.
Compreende, enfim , a promoção de diálogos entre saberes científicos ou humanísticos, que a universidade produz, e saberes leigos, populares, tradicionais, urbanos, camponeses, das favelas, provindos de culturas não ocidentais (indígenas, de origem africana, oriental etc.) que circulam na sociedade e igualmente a compõem.


Inteligência coletiva: Pierre Lévy
"...práticas e teorias ligadas ao aprendizado em rede, propiciando formas efetivas de ensino mediado por tecnologias."


Este autor propõe que o conceito de inteligência coletiva configura um ecossistema de quatro dimensões: material, técnico, cultural, social.
A inteligência coletiva não é um tema puramente cognitivo e sim político e social, pois só pode existir desenvolvimento da inteligência coletiva se houver cooperação competitiva ou competição cooperativa.
A inteligência coletiva nasce a partir do equilíbrio entre competição e cooperação.
Para que tais convergências se tornem possíveis na prática, é necessária uma profunda reforma no sistema educacional, no que diz respeito ao reconhecimento das experiências adquiridas.
O sujeito elege o que é importante para seu conhecimento (levando em sua bagagem, para permuta, referências sobre seu lugar, sua cultura e história de vida); o aprendiz pode traçar o seu próprio caminho – diferente dos demais, de acordo com seus interesses; quebra-se a barreira do espaço delimitado da universidade; organiza-se a escala de conhecimento por níveis, etapas e ciclos.


Fonte: Plano Orientador da Universidade Federal do Sul da Bahia

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

IV Mostra Artístico-Cultural de Matemática e Espaço


Aconteceu no dia 23/09  a IV Mostra Artístico-Cultural de Matemática e Espaço, na sede do CJA, das 14h00 às 18h00.
No evento, os estudantes ingressantes do CJA fizeram uma exposição de obras construídas no decorrer do quadrimestre no componente curricular "Matemática e Espaço", destacando a perspectiva da interculturalidade e interdisciplinaridade, especialmente na relação entre Matemática e Arte.
O Projeto também se configurou um momento de integração entre turmas, docentes e comunidade  marcando a finalização do quadrimestre.
Houve também exibição de um trecho do documentário "Escolarizando o mundo" e apresentação musical.

Para confecção e apresentação dos trabalhos, as turmas foram subdivididas em trios que apresentaram 01 Lusona, 01 Mariposa, 01 fractal e 01 Pavimentação.

Na oportunidade, nosso grupo apresentou:
A Mariposa de par ordenado (1,4,3) com fitas azuis e pretas.
O Lusona "Jardim do Éden"
O Fractal com círculos azuis e vermelhos
A pavimentação "saparinhos"...
Em perspectivas diferentes, Peixes e Passarinhos compõem o espaço.