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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Comunidade Mangue Seco 3/3

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO





A “Proposta de Fortalecimento Comunitário” a partir dos esforços para garantia dos direitos tem como estratégia o mapeamento de oportunidades locais, a identificação, articulação e mobilização de lideranças formais e não formais, no planejamento e realização de atividades que oportunizem o desenvolvimento principalmente de jovens e adultos no “Mangue Seco”, bairro Jardim Cajueiro, no município de Coaraci-BA.


Objetivo Geral


Favorecer a constituição do grupo comunitário do Mangue Seco garantindo a promoção de ações socioeducativas e protetivas que promovam o fortalecimento de famílias em condição de vulnerabilidade e/ou risco social, na perspectiva de garantia de direitos humanos e econômicos da comunidade.


Objetivos Específicos

· Oferecer atividades socioeducativas sobre liderança, grupo comunitário, direitos humanos e econômicos e de estímulos às potencialidades da comunidade e de seus indivíduos, visando o fortalecimento do grupo;

· Qualificar a atuação dos membros das famílias, principalmente jovens e adultos, para criação do PDC;

· Promover o fortalecimento político e econômico das famílias participantes.,




Oferecer atividades socioeducativas sobre liderança, grupo comunitário, direitos humanos e econômicos e de estímulos às potencialidades da comunidade e de seus indivíduos, visando o fortalecimento do grupo;

A.   Convidar profissionais e acadêmicos para atuarem nas áreas específicas do projeto.
Catorze (14) profissionais ou acadêmicos atuarão por área de conhecimento e/ou função para a execução das ações do projeto.
B.   Realizar atividades sistemáticas socioeducativas semanais de Direitos Humanos e Cidadania
Público-alvo tem modificada sua percepção acerca de direitos e cidadania, percebendo-os enquanto oportunidades de fortalecimento do grupo local; 

Jovens e Adultos participam de momentos de criação coletiva e reorganização dos espaços;
C.   Traçar estratégias para a construção e equipamento da “Casa de Direitos” e da liderança interina do grupo.
Um (01) espaço  articulação e mobilizaçaõ, equipado  e  mobiliado  adequadamente  para  ações educativas e sociais;

D.   Atividades sistemáticas de desenvolvimento pessoal e profissional.
Identificação e aprimoramento de habilidades e competências dos indivíduos;

Grupos de acordo com a potencialidade de cada pessoa, e a partir disso dividir tarefas e oficinas de aprendizado, trabalho comunitário e geração de renda.


Qualificar a atuação dos membros das famílias, principalmente jovens e adultos, para  criação do PDC.
E.   Promover  o  apoio  sociofamiliar  para as  famílias  partir  de  Apoio  e  orientação legal  familiar;  Apoio  para  a  melhor atuação de garantia de direitos quanto à educação, saneamento e saúde, trabalho e renda; Apoio e  acompanhamento  a  projetos  de  vida;
Famílias participantes desenvolvem relações afetivas saudáveis;

Famílias participantes têm aprimoradas suas capacidades de proteção de direitos econômicos.
F.    Implantação e Formação do Comitê Familiar e liderança.

Representantes das famílias participantes se reúnem regularmente, discutem, articulam ações, monitoram, aconselham a liderança, e deliberam ações conjuntamente.

Constituída a Liderança formal do grupo.
G.   Monitorar  e incentivar a participação das famílias no projeto.
Famílias participam  das atividades promovidas pelo projeto (mínimo de 80% de presença).
H.   Fortalecimento da Comunidade e integração das famílias através da Elaboração do Plano de Desenvolvimento Comunitário (PDC).
Comunidade, Comitê Familiar e Liderança atuantes na criação do Plano de Desenvolvimento Comunitário.

I.     Mapear todas as atividades econômicas da comunidade, a mão de obra e recursos utilizados.
Visão do potencial socioeconômico da comunidade e encaminhamento (se houver possibilidade) de profissionais ao setor privado.




Promover o fortalecimento político e econômico das famílias participantes;
J.    Desenvolvimento de ações sistemáticas com foco na formação para o trabalho, visando qualificação para o trabalho dos jovens e adultos .
70%  dos  jovens adultos  participantes  têm  melhoradas suas capacidades laborais.
K.   Realizar  seis  (06)  encontros  de formação  com  representantes do Comitê Familiar.
90%  dos  membros  do comitê  familiar,  qualificado  para  o  exercício  das  suas  práticas sociais, políticas e  de  gestão  no  desenvolvimento  do projeto.
L.    Efetuar quatro (04) encontros de planejamento, monitoramento e avaliação da ação do projeto
Desenvolver junto com a comunidade e instituições (escolas, igrejas, outros envolvidos) instrumentos  de monitoramento  e avaliação  que  possibilite  a  qualificação  e mensuração dos resultados do projeto





PRINCIPIOS E METODOLOGIA

A ideia propulsora do projeto é o desenvolvimento político e econômico da Comunidade do Mangue Seco afim de promover um ambiente de proteção de direitos, e se fundamenta sobre o firme compromisso de dar resposta adequada ao grupo meta de maneira participativa.



Princípios Básicos do Projeto


I. CENTRAR NOSSOS ESFORÇOS NO DESENVOLVIMENTO POLÍTICO E ECONÔMICO DA COMUNIDADE
O objetivo da nossa intervenção é o desenvolvimento político e econômico com foco no aprofundamento dos direitos econômicos. Esforçamo-nos especialmente para promover e preservar o elemento “protetor” do campo dos direitos humanos, de modo que todas as pessoas tenham uma relação saudável e que lhes conduzam e apoiem desenvolvimento político e econômico da comunidade.


II. FORTALECER VÍNCULOS COM O PODER PÚBLICO
As famílias formam parte da comunidade. Reconhecemos o papel, a competência, os recursos e as iniciativas existentes de todos os atores envolvidos, e colaboramos estreitamente com eles com o objetivo de estabelecer sistemas estáveis de apoio social para as famílias, no que tange aspectos relacionados a educação, saúde, trabalho e renda. Cooperamos com as autoridades governamentais, a comunidade e outros responsáveis pelo cumprimento do direito para ajudá-los a cumprir suas obrigações. Ao cooperar com outros atores envolvidos, fomentamos o estabelecimento de amplas “redes sociais seguras” e a proteção e promoção dos direitos.


III. ENVOLVER A COMUNIDADE NA BUSCA DE SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS COM OS QUAIS SE CONFRONTAM NA VIDA
Reconhecemos que todos os indivíduos da comunidade têm um papel fundamental em seu próprio desenvolvimento e na promoção, defesa e garantia de seus direitos. São informados e consultados sobre os processos de tomadas de decisões que afetam suas vidas, levando em consideração os seus pontos de vista, segundo sua vivência. As lideranças do movimento têm a oportunidade de expressar-se e assim aprender habilidades importantes para a vida, como a comunicação, a cooperação e a articulação política para a resolução de problemas.



Componentes


A organização trabalha de maneira intencional com três componentes que coadunam a proposta de intervenção, são eles:

A COMUNIDADE – promovem-se ações de levantamento de demandas e acompanhamento, realizando visitas sistemáticas para conhecimento das necessidades e potencialidades, pois como grupo meta os indivíduos são os que merecem maior atenção devido ao seu processo singular de desenvolvimento. É fundamental fortalecer e incentivar a percepção crítica e a capacidade de organização e concretização dos seus objetivos de interesse local.

AS FAMÍLIAS – promovem-se ações de desenvolvimento de competências com oficinas de Geração de renda, Direitos e Deveres, pois são os principais responsáveis pelo desenvolvimento integral do grupo meta.

OS PARCEIROS – que são impulsionados/sensibilizados a promover ações de desenvolvimento econômico e político da comunidade com base nos anseios e necessidades da comunidade. Seja o poder público ou outras instituições como a igreja e as escolas são capazes de trabalharem no desenvolvimento de competências com formações específicas sobre direitos, metodologias de participação, além de oficinas de planejamento e monitoramento das ações definidas como prioritárias pela comunidade.



Metodologia

A Metodologia desenvolvida pelo grupo que propõe essa intervenção é um conjunto de ações, práticas e atitudes sinérgicas, envolvendo os mais diversos atores (famílias, Comunidade e Estado), comprometidos com a promoção e efetivação de direitos humanos no que se refere a aspectos políticos e econômicos.

Os dispositivos que são utilizados cotidianamente no processo socioeducativo e de acompanhamento fortalecem e estimulam ações significativas para os envolvidos, disponibilizando elementos que facilitam a construção de conhecimentos, a produção coletiva e a mensuração de resultados em todos os níveis de desenvolvimento, são eles:

a) Análise da Realidade Local – Uma análise da realidade local não se limita à simples coleta de dados, mas deve, acima de tudo, perceber como as pessoas envolvidas sentem a sua própria realidade, superando a simples constatação dos fatos, isso numa atitude de constante investigação dessa realidade. Neste processo, com a participação dos envolvidos, se definirá o real percurso e a dinamização do projeto.

b) Registros e Sistematizações – Este dispositivo constitui-se na importância de construir memória das experiências de desenvolvimento local, divulgação, saberes relacionados às práticas (aspectos qualitativos), estimular a reflexão e a discussão de assuntos e aspectos relacionados à prática e ao seu contexto. Enfim, responsabilizar-se para experiências vitais, carregadas de uma enorme riqueza acumulada de elementos que, em cada caso, representam processos inéditos e irrepetíveis, por isso, a necessidade da tarefa de compreendê-las, extrair seus ensinamentos e comunicá-los.

c) Roda – representa o círculo perfeito, onde não existe centralidade de partes, de individualismos, mas sim um espaço que possibilita a todos/as se perceberem e se posicionarem de maneira democrática e relacional. Neste sentido, as pessoas envolvidas em todo e qualquer processo, formal ou informal, são convocadas a vivenciarem o princípio primordial da liberdade de pensar, falar, praticar, refletir, sentir, intervir, planejar, cultivar e avaliar, neste movimento permanentemente dialógico presente no cotidiano. Assim, as atividades desenvolvidas com as famílias e com a comunidade terão momentos de rodas de conversa.

d) Memória da Comunidade – Este recurso possibilita construir com a comunidade um memorial histórico-cultural, com fotos, entrevistas, textos e demais produções que registre e valorize a experiência local.

A metodologia também define os Indicadores de Qualidade são índices que primam por uma observação mais apurada quanto aos aspectos que não são mensuráveis quantitativamente. Estes indicadores são: felicidade, resiliência, transformação, apropriação, oportunidade, criatividade, ética, estética, protagonismo, cooperação. Eles podem ser utilizados em sua totalidade, visto que se complementam, ou individualmente, conforme a ação desenvolvida. Os aspectos qualitativos referem-se a percepções pessoais e revelam impressões, reações e/ou sentimentos que para serem medidos, precisam ser transformados em gráficos e quadros. Já os Indicadores Quantitativos referem-se aos dados numéricos do Projeto, como por exemplo, número de famílias envolvidas, índice de empregabilidade na comunidade, entre outras possibilidades que variam com a definição dos temas geradores levantados no local. Os Indicadores devem ser aplicados na avaliação e monitoramento das ações cotidianas, que subsidiará a compilação das ações desenvolvidas.





SUSTENTABILIDADE



Envolvimento Comunitário

A proposta de implantação e formação do grupo comunitário, tem como resultado esperado, criar/fortalecer uma rede local protetora com foco no interesse superior dos seus direitos assegurando assim a garantia e defesa dos direitos da comunidade, bem como provocar a todos os envolvidos a participarem ativamente das decisões para o desenvolvimento e bem estar comum, criando um ambiente bem organizado politicamente. As ações do projeto serão discutidas, socializadas e legitimadas por essa rede. Sua principal característica será de atuar na luta e representação política para atuação junto as ações do poder público, traçando um diagnóstico que identifique as necessidades da comunidade, para que se sintam corresponsáveis na resolução dos problemas e na geração de recursos.

O Comitê Familiar trabalhará a corresponsabilidade e uma maior representatividade na tomada de decisões estratégicas frente à situação de vulnerabilidade. Seu papel estará centrado na tomada de decisões baseadas nos objetivos do Projeto, através de ações de apoio, controle social, monitoramento no desenvolvimento de metas, buscando a sustentabilidade, e por fim, posicionamento local.



Interação com as Políticas Públicas


Os atores envolvidos diretamente no projeto assumem a importante tarefa de mobilizar e articular com outros atores do Sistema de Garantia dos Direitos. Os membros serão incentivados a frequentarem as instâncias de participação do município como os Conselhos Municipais de Assistência Social, de Educação, de Saúde, a Câmara de Vereadores, entre outros, considerando que estes órgãos discutem, analisam e deliberam questões importantes e pertinentes a todos os cidadãos do município, direta ou indiretamente.

Um dos principais âmbitos da atuação que será desenvolvido pelo projeto é a dimensão de incidência na elaboração de políticas públicas. Numa outra dimensão, as famílias formam o grupo alvo da ação de desenvolvimento de competências com foco na instrumentalização para ocupar os espaços de elaboração e controle social no que tange a efetivação das políticas públicas.



Divulgação

Instrumentos / Mídias
Quant.
Propósito
Período
Cartaz
1.000
Divulgar o projeto e ações implementadas chamando a atenção da sociedade de das cidades vizinhas
500 no início de cada semestre.
Rádio
12
Divulgar na rádio local a realidade enfrentada, o projeto em si, bem como os resultados que estão sendo alcançados
1 vez por mês
Facebook
01
Criação de 01 página do Facebook para propagação imediata das ações e desenvolvimento do projeto
A partir do 1º mês.
Camisetas com a Logo do Projeto
800
Dar visibilidade do projeto no cotidiano das pessoas
A partir do 3º mês do projeto
Vídeo.
01
Produzir um documentário com o cotidiano das ações implementadas para registrar o desenvolvimento do projeto.
Produzir durante 1 ano do projeto e publicar ao final do 1º ano.





Comunidade Mangue Seco 2/3

ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS E DIAGNÓSTICO


Observa-se de antemão ausência - ou a fragilidade - de fatores básicos de infraestrutura. No setor de saúde, observando-se, por exemplo a presença de um posto de saúde da família sem prédio próprio, a casa utilizada como posto de saúde é alugada e imprópria, não há acessibilidade e carece de materiais, equipamentos e profissionais. Vale ressaltar que o Hospital Geral de Coaraci fica próximo da comunidade.

Mesmo com fragilidades, os serviços básicos de saneamento são ofertados em mais a 80% da comunidade: Coleta de Lixo (90%), Coleta de Esgotos (80%), Abastecimento de Água (100%), Energia Elétrica (90%), Iluminação Pública (90%). Quase 100% das ruas não possui pavimentação.



A falta de um mecanismo de comunicação e inclusão tecnológica é um dos fatores pontuados pelos moradores durante o questionário aplicado, os quais salientam sua importância não somente como um vetor de comunicação, mas também como uma necessidade de busca pelo conhecimento e informação, uma vez que estamos inseridos na Era Tecnológica, onde a Internet, computadores e periféricos funcionam como ferramentas imprescindíveis para inserção na sociedade informatizada. Apenas 01 casa conta com acesso a internet na comunidade, apenas 02 possuem telefone fixo.

Percebe-se também a ausência de momentos de sociabilidade, tais como: as festas de datas comemorativas das escolas e outras festas populares. Não existem reuniões para discussões sobre problemas, propostas e planejamento.

A vida prática no Mangue Seco ainda é tomada por um sentimento de descaso do Poder Público e de que a comunidade é vista principalmente como um espaço de estratégia eleitoral e de conquista de voto ao invés de cidadãos de direito, que necessitam de visibilidade e representatividade e que anseiam por serem aceitos e encarados como dignos de educação de qualidade, saúde, trabalho e renda. Neste contexto se concentram a ideia principal do projeto afim de sensibilizar todo o entorno, bem como, aprofundar o conhecimento da comunidade sobre estes direitos.

O que se percebe ao final disto é ainda a falta de uma organização formalizada da comunidade para uma representatividade maior nas ações políticas afim de assegurar os direitos das pessoas. A questão passa a ser mais sobre o domínio de conhecimentos de direito e de como agir a partir disso, do que das condições reais vivenciadas na comunidade, justamente por que muitas dessas dificuldades encontram maior entrave na articulação política e na forma com que esta clientela age para solucionar tais problemas.


80% das pessoas entrevistadas se auto declaram pretas ou pardas e 80% participam de algum programa de transferência direta de renda. Existem alguns grupos sociais ligados às igrejas


56% das famílias pesquisadas moram no bairro há mais de 10 anos, o que confere à relação indivíduo-comunidade um certo grau de pertencimento.

Comunidade Mangue Seco - PARTE 1/3


APRESENTAÇÃO DA AREA VISITADA E O CONTEXTO DA PESQUISA

Vista aérea da comunidade do Mangue Seco em Coaraci-BA. (Google Maps 2018)


O Terceiro Setor apresenta seus reflexos na sociedade mundial e brasileira a medida em que se torna um indicador expressivo para a análise do funcionamento da sociedade, suas fragilidades e mecanismos.

Nessa perspectiva, os movimentos comunitários e sociais realizam papel histórico maior do que simplesmente revelar as tensões e contradições sociais de cada momento histórico. Eles são acima de tudo uma bússola para a ação social, impulsionando o campo dessas ações para formas superiores de organização e buscando a institucionalização jurídico-legal das conquistas.

No caso específico da comunidade do Mangue Seco, localizada no bairro Jardim Cajueiro em Coaraci-BA, não existe a presença de organização da sociedade civil para o levantamento das demandas sociais e resolução de conflitos.

Croqui Equipe 01
As principais atividades econômicas do bairro são mercearias, bares, vendedores ambulantes, entre outros. São presentes também agricultores familiares e tropeiros.

O Bairro Jardim Cajueiro, nas imediações do Mangue Seco possui duas escolas de educação básica: educação infantil e fundamental, mantidas pela prefeitura de Coaraci, 04 igrejas evangélicas, 01 igreja católica, 01 centro religião de matriz africana desativado, 02 campos de futebol (um campo está desativado), não existem praças.


A equipe 01 ficou responsável por coletar informações através de questionário no primeiro quarteirão do "Mangue Seco". O quarteirão conforme o croqui ao lado possui 09 casas e no dia da pesquisa apenas uma estava aberta.


Proposta de Intervenção: "Comunidade Mangue Seco"



Para fins de avalição este trabalho será dividido em três partes:

Comunidade Mangue Seco 1/3 - Apresentação da Área Visitada e o Contexto da Pesquisa
Comunidade Mangue Seco 2/3 - Análise dos Dados Coletados e Diagnóstico
Comunidade Mangue Seco 3/3 - Proposta de Intervenção


Para ter acesso à Proposta de Intervenção completa (clique aqui)



RESUMO

A “Proposta de Fortalecimento Comunitário” a partir dos esforços para garantia dos direitos tem como estratégia o mapeamento de oportunidades locais, a identificação, articulação e mobilização de lideranças formais e não formais, no planejamento e realização de atividades que oportunizem o desenvolvimento principalmente de jovens e adultos no “Mangue Seco”, bairro Jardim Cajueiro, no município de Coaraci-BA.

O conjunto das ações propostas se estrutura a partir do levantamento de demandas sociais por intermédio de questionário aplicado a uma amostra de 25 famílias no dia 21 de abril de 2018 pelos alunos do 3º quadrimestre da Área Básica de Ingresso da Universidade Federal do Sul da Bahia e constitui-se de práticas sociais, envolvendo diversos atores (família, comunidade e Estado), comprometidos com a promoção e defesa de direitos da comunidade local no que diz respeito a fatores econômicos, em situação de vulnerabilidade social.

As três ações centrais da proposta de intervenção são:

1. Identificação de lideranças: Representantes do Grupo Comunitário e de outros grupos, visando o estabelecimento de uma rede local forte e sustentável.

2. Realização de atividades para as famílias nos seguintes âmbitos: a) Proteção Social; b) Saneamento Básico; c) Direito ao Trabalho; d) Ações Comunitárias. A partir de oficinas que desenvolvam as seguintes dimensões: Organização Política, Inclusão Produtiva, Afetividade e Cidadania.

3. Acompanhamento sistemático das famílias de origem com visitas domiciliares, encaminhamentos para a rede sócio assistencial e elaboração de um Plano de Desenvolvimento Comunitário (PDC), com o foco em estratégias e resultados esperados pelas famílias envolvidas.

A iniciativa pretende criar um espaço (inicialmente improvisado) de articulação e mobilização que se chamará de “Casa de Direitos” e funcionará como sede do grupo comunitário. Este espaço será de uso exclusivo de ações e organizações voltadas à comunidade garantido oportunidades e aprofundamentos do conhecimento sobre direitos humanos, além de fazer a conexão entre outros pontos e espaços presentes dentro do próprio município de Coaraci. Desta maneira, o Projeto fortalece a compreensão de que a comunidade é um espaço protetor e protegido por excelência.

Para todas as ações que serão desenvolvidas, os organizadores disponibilizarão um sistema de Dados, com ferramentas para o Planejamento, Monitoramento e Avaliação dos processos e ações realizadas, além da elaboração de pesquisas que tenham como finalidade a mensuração e a qualificação do impacto das ações frente a realidade em evidência.

No âmbito da participação dos envolvidos os organizadores implantarão na comunidade um Comitê Familiar formado por representantes das famílias participantes no Projeto, que dará, ou não, validade às ações da liderança do grupo comunitário num espaço de discussão e planejamento local.

Antropoceno



O planeta terra desde o seu início tem se desenvolvido e, de certo modo contribuiu com o equilíbrio do planeta, afinal, tudo na terra é ligado, nada é autossuficiente. A terra carregava com sigo uma diversidade grande de vida animal e vegetal, onde cada um tem o seu lugar e sabe de forma produtiva conservar o seu espaço. Nesse contexto o homem surge e muda a “cara” do mundo. O homem habita na terra há mais de 200 mil anos, cultivando, explorando, transformando, produzindo, consumindo sendo considerado uma força planetária e geológica. Ações essas que são justificadas pela insuficiência humana, sendo os humanos, dependente das suas atividades para sobreviver.

O homem começa a se desenvolver de forma rápida, desenvolvendo diversas atividades como, agricultura, que por sua vez, se fez necessário estabelecer cidades e civilizações em regiões favoráveis. A busca pela sobrevivência, fez com que o homem desenvolvesse atividades para a produção de recursos, mas, a diminuição da mão de obra também seria algo notório no processo de evolução humana. Então surgem as indústrias, fábricas, prédios, maquinas, tecnologias e a necessidade de produzir e cultivar não só para alimento, mas, para manter cada máquina e construção humana.

Segundo MARTINI (2018) “A partir de meados do século 18, os humanos alteraram diretamente as paisagens em 40% a 50% do planeta e marcas De sua influência afetam mais de 83% da superfície terrestre (é a chamada ‘pegada antrópica’)”. A partir desse momento, se observa o ser humano assumindo o centro do mundo, dominando e modificando tudo que nele há, esse período é chamado de antropoceno. Esse período tem deixado marcar terríveis no planeta, que tem reagido de acordo com o dano que sofre, cada fenômeno visto na natureza, é resultado de ações humanas em qualquer lugar do mundo. O que era pra ser um período de desenvolvimento que fosse favorável ao ser humano e ao planeta de modo geral, os homens ultrapassam o limite da exploração e devastação da natureza, causando danos até irreversíveis.

Apesar da grande devastação causada pelos humanos, ainda há uma chance de se resolver ou amenizar a situação em que estamos e que caminha para algo pior. Essa nova chance se dará por uma nova consciência para continuidade e preservação da vida de forma coletiva. Nós podemos escrever o que acontecera no futuro, juntos.


REFERÊNCIAS

GAFFNEY, Owen; PHARAND, Félix. Anthropocene: alterações na paisagem terrestre entre 1750-2012. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WPcyCIQciJk&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

BERTRAND, Yann Arthus. HOME: Nosso Planeta, Nossa Casa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=I4G1iyySoMc&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

HUMBERTO, Zaidan. Antropoceno no Museu do Amanhã. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=R5y8W7QcMl4&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

EMMART, Carter; OPPENHEIMER, Ben R. A visão da Insignificância do homem em relação ao Universo,sejamos mais humildes.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5grSw3zaHXU&feature=youtu.be Acesso em: 04 abr. 2018.

ZOLNERKEVIC, Igor. A era humana: Material plástico acumulado no fundo dos oceanos pode definir um novo período na história da Terra, ontropoceno. geologia, [S.l.], 05 abr. 2018. pESQUISA FAPESP 243, p. 52. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-ontent/uploads/2016/05/052_antropoceno.pdf Acesso em: 04 abr. 2018.

MARTINI, Bruno. Antropoceno: A época da humanidade? ciências da terra, [S.l.], 05 abr. 2018. ciência hoje, p. 39. Disponível em: http://www.academia.edu/934167/Antropoceno_A_%C3%A9poca_da_humanidade Acesso em: 04 abr. 2018.

Universidade e Contexto Planetário

Componente Curricular: Universidade e Contexto Planetário
Docente: Humberto Actis Zaidan


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Ementa:
Debates contemporâneos sobre Ambiente, Culturas, Sociedades, Política, Instituições e Organizações, com foco no contexto planetário e suas relações com sustentabilidade, contemplando interpretações dos diferentes saberes. Estudo dos processos e dinâmicas ambientais que estruturam e organizam a singularidade de cada sociedade e conjuntura histórica, compreendendo como tais processos afetam sua construção de significados, sua relação com os outros e sua ação sobre o mundo.

Bibliografia Básica
BAUMANN, Z. Emancipação. In: _______. Modernidade Líquida. Jorge Zahar, 2001.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade.DP&A, 2006.
JANINE RIBEIRO, R. A Sociedade contra o Social, o alto custo da vida pública no Brasil. Companhia das Letras, 2000.


Fontes:
Site da UFSB
Plano de Ensino-Aprendizagem
Plano Pedagógico Curricular da Licenciatura Interdisciplinar